Que importância você atribui aos pensamentos na sua vida? Já pensou que o homem pode ser feliz ou desventurado segundo os pensamentos que cultiva? E que, se optar pelos pensamentos positivos, que favorecem sua evolução como ser humano, terá ventura e evitará muitos padecimentos, ao passo que, se eleger os negativos, sua vida se tornará amarga?
Eu tenho aprendido a classificar os pensamentos de acordo com os critérios de:
- origem: próprios e alheios;
- valor: positivos ou úteis, negativos ou inúteis;
- natureza: os autônomos e os dependentes da inteligência e da vontade;
- em relação à área mental de influência sobre a vida: intermitentes, dominantes e obsessivos.
Há também pensamentos com funções determinadas, entre eles o pensamento-propósito, os pensamentos-conhecimentos, os que defendem a nossa mente, os pensamentos-deficiência, entre outros.
Tenho aprendido, por meio da Logosofia e de seu método de aperfeiçoamento, a:
- identificar os pensamentos que estão presentes na minha mente;
- selecionar aqueles que quero manter no meu ambiente mental;
- criar pensamentos compatíveis que favoreçam a minha evolução;
- atuar com pensamentos construtivos e edificantes, presentes dentro de mim.
Você deve estar se perguntando: Como posso fazer isso?
Ao conhecer os pensamentos presentes na minha mente, identifico quais precisam ser debilitados e até eliminados, e quais devem ganhar mais força.
Estar atenta ao que se passa dentro de mim, conhecer os pensamentos, permite-me extrair de cada circunstância um aprendizado que favorecerá a minha evolução como ser humano.
Os pensamentos são os agentes causais do comportamento humano e, apesar de invisíveis aos sentidos físicos, constituem uma realidade que pode ser comprovada por pessoas que buscam e aplicam esses conhecimentos na própria vida, guiando-se pelos conhecimentos logosóficos.
Este é um conhecimento que tem mudado a minha vida.
Certa vez, fui realizar uma consulta médica. Cumprimentei a profissional com alegria e, enquanto ela fazia a anamnese – aquela “entrevista” inicial que o médico faz com o paciente – , ela me perguntou: “O que te traz aqui?”
Comecei a relatar os sintomas que estava tendo e ela, então, disse rispidamente: “Eu tenho mais de 40 anos de experiência na medicina, e isso que você me disse talvez seja algo totalmente diferente, não tem nada a ver!”
Tudo o que eu falava, ela contestava.
Na minha mente, observei os seguintes pensamentos atuando:
“Como assim, do nada, ela me trata deste jeito?
Mas eu é que estou sentindo os sintomas; como ela sabe o que é ou não é?
Talvez seja melhor eu me levantar, agradecer e ir embora”.
Mas observei, também, a atuação de outros pensamentos:
“Ela deve ter passado por um dia ruim.
Você tem o conhecimento sobre os pensamentos. O que vai fazer?
Você tem um espírito; vai deixá-lo agitado por algo que não tem nenhuma importância?”
Enquanto olhava para ela, a médica continuava atuando da mesma maneira e nem tinha ideia do que eu estava vivendo internamente…
Aqueles outros pensamentos perderam sua força com a mesma rapidez que surgiram na minha mente, e eu disse à médica de forma serena e com um sorriso sincero, visando fazer o bem:
“Sua profissão é muito linda. Quanto esforço, estudo e tempo você teve que dispender para conseguir chegar até aqui e me atender, não é mesmo? Muito obrigada!”
Ela ficou surpreendida com a minha conduta, mudou a fisionomia, começou a me ouvir com atenção, a conversar com mais calma, examinou-me, solicitou alguns exames e, ao final, até me mostrou a foto de sua cachorrinha que estava na tela do seu computador.
O autor da Logosofia, Carlos Bernardo González Pecotche, tem me ensinado a conhecer a mim mesma, o que significa conhecer o meu próprio mundo interno e os pensamentos que fazem parte desse mundo.
Atuar com os melhores pensamentos se reflete na minha convivência comigo mesma e com as demais pessoas.
Com o modo “atenção interna” constantemente ativado, até mesmo as pequenas vivências do dia a dia me oferecem a oportunidade de selecionar os pensamentos e escolher com quais devo atuar.
Ao modificá-los, modifica-se o meu modo de ser e a minha conduta.
E esse conhecimento permite que, gradativamente, eu os domine em vez de ser dominada por eles.
Quanta liberdade e felicidade estou incorporando à minha vida!