Você já viveu situações em que disse algo e depois percebeu que não deveria ter falado aquilo?
Na minha juventude, via algumas atitudes que me incomodavam muito, pois me levavam a expressar palavras que não condiziam com a conduta que eu procurava ter. Por mais que buscasse vigiar meu comportamento, vez ou outra me escapava uma atuação não condizente com o que eu almejava.
Em certos momentos, pensava que era assim mesmo, como se eu tivesse nascido desse jeito – conformado com o ditado popular de que “pau que nasce torto, morre torto”.
Sempre buscava as causas fora de mim. Havia sempre alguém responsável por me levar ao erro, mas nunca parava para olhar para dentro de mim.
Foi então que, ao conhecer a Logosofia, descobri que, ao modificar as causas que determinam uma configuração psicológica defeituosa, modifica-se não só a conduta, mas também a vida em sua totalidade.
Mas que causas são essas? E qual é a sua relação com o autoconhecimento e com a conduta diária?
Aprendi, na Logosofia, que tudo começa na mente. É nela que se gestam e se desenvolvem os pensamentos, que são entidades psicológicas que podem adquirir vida própria.
Quando isso acontece – ou seja, quando não estão sob o controle da minha vontade – esses pensamentos exercem domínio sobre a minha mente, atuando sem qualquer controle. Foi então que percebi que a causa estava dentro de mim, nos pensamentos que atuavam na minha mente.
Entendi que eu mesmo era o responsável pela retratação dos meus erros. Dali em diante, comecei um processo de autoconhecimento, buscando primeiro conhecer quais mecanismos de defesa eu poderia utilizar para atuar contra esses pensamentos.
Em seguida, passei a identificar aqueles pensamentos que atuavam sem meu controle e que eram mais dominantes na minha psicologia. A partir daí, iniciei uma rigorosa seleção dos pensamentos negativos, procurando eleger aqueles que atuavam contra os pensamentos deficientes.
Aprendi com a Logosofia que os pensamentos negativos enquistados na mente são deficiências psicológicas, exercendo forte pressão sobre a vontade e induzindo o ser a satisfazer seu apetite insaciável.
Foi então que compreendi que algumas dessas deficiências me levavam a atuações equivocadas – ou seja, o princípio do erro estava em mim mesmo.
Realizar um processo de conhecimento desses pensamentos negativos – que resultam em uma configuração psicológica defeituosa – e dos valores que possuo para combatê-los é parte do autoconhecimento que a Logosofia ensina cada um a realizar, para que tenha uma conduta diária mais digna da condição de humano que nos foi dada por Deus.
Pensar que o homem que nasce torto morre torto seria negar a si mesmo toda a possibilidade de corrigir sua conduta, negar ao homem o direito ao aperfeiçoamento e, em última instância, negar a própria Lei de Evolução.
