Família

Posso redimir meus erros ainda nesta existência?

abril de 2026 - 3 min de leitura
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Posso redimir meus erros ainda nesta existência?

abril de 2026 - 3 min de leitura

Há muito tempo, quando meus filhos eram pequenos, eu tinha dificuldade em corrigi-los e não sabia como agir.

Quando iniciei meus estudos de Logosofia, há alguns anos, essa pergunta sempre voltava à minha mente. Eu via uma lógica muito evidente de que poderia, sim, redimir meus próprios erros, mudando aspectos da minha vida e atuando de forma diferente do que sempre fiz, orientada pelos ensinamentos que a Logosofia me oferece.

Carlos Bernardo Gonzàlez Pecotche, autor da Logosofia, ensina que:

para se ter consciência de muitas passagens da vida em franca evolução é necessário reproduzi-las com relativa frequência, revivendo-as… (Do Livro Exegese Logosófica, p.12.)

Entendo que recordar é reviver: é fazer com que essas passagens importantes voltem à vida a qualquer momento, através da recordação.

Reviver esses momentos felizes de aprendizado e superação gravará na consciência as experiências vividas, para que jamais caiam no esquecimento e para que eu possa expandir esse bem para os outros.

Destaco a importância dos registros, com suas respectivas datas, uma diretriz do método logosófico.

Neste momento, estou vivendo momentos muito felizes com minhas duas netas, que estão de férias em minha casa. Sempre participei muito da vida delas, desde que nasceram. Aprontavam muito quando estavam juntas e vinham passar o dia comigo.

Com elas, aprendi a ser mais afetuosa, paciente, tolerante e menos rígida com a organização da casa. Com muito afeto e boa vontade, eu compreendia e tolerava a bagunça que faziam, quase chegando ao extremo.

Quando eu precisava dar um basta na confusão que faziam, eu entrava na brincadeira e procurava desviar a atenção delas para outros aspectos. Elas nem percebiam e continuavam felizes na brincadeira.

Muitas vezes, a mais velha escrevia cartinhas e a mais nova fazia desenhos para deixar a vovó feliz. Isso me emocionava muito.

Guardo essas cartinhas e desenhos em uma pasta, com as respectivas datas. Esta semana, mostrei tudo a elas, oito anos depois. Vivemos momentos verdadeiramente felizes;  riam muito ao recordar das travessuras que faziam. São momentos que jamais esqueceremos.

Recordei, com emoção, de quando aplicava os conhecimentos logosóficos para ensiná-las a fazer o certo, e logo tudo ficava bem. No passado, com meus filhos, eu não sabia como corrigi-los; faltava-me conhecimento. Hoje, meu coração se enche de alegria e gratidão por tudo o que tenho aprendido e pelas mudanças positivas que o conhecimento logosófico tem produzido em minha vida.

Entendo que, com minhas netas, tive a oportunidade de redimir muitos erros ainda nesta existência, aplicando o que aprendi e deixando uma marca positiva na vida delas. 

Tendo sido o homem equipado com o admirável sistema mental e os não menos importantes sistemas sensível e instintivo, que lhe permitem atuar livremente em dois imensos mundos, o físico e o metafísico, é lógico admitir que a essas prerrogativas tão belas e transcendentes que configuram o grande arcano da vida se acrescente também a de redimir sua alma de todos os desacertos e faltas cometidos, fato que converte o homem em verdadeiro redentor de si mesmo.

Um pensamento de

 Maria Salete Martins Cunha
Maria Salete Martins Cunha é natural de Erechim/RS e é empresária aposentada. Estuda Logosofia e é Docente da Fundação Logosófica em Curitiba/PR.

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