Aperfeiçoamento

Normas: atender ou não atender? Eis a questão

agosto de 2025 - 3 min de leitura
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Normas: atender ou não atender? Eis a questão

agosto de 2025 - 3 min de leitura

Como as normas surgem na minha vida? Como lido com elas?  Tenho facilidade em acatá-las? Faço isso por temor à sanção ou por entender sua importância na relação comigo mesma e com os demais?

Na adolescência, o status quo e a maneira como a vida era conduzida me revoltaram, levando-me a adotar uma linha de pensamento com a seguinte máxima: se há regras, sou contra. Sem qualquer questionamento, sempre que surgia uma norma – como foi o caso da obrigatoriedade do uso do cinto de segurança -, eu reagia dizendo que não a cumpriria. Esse preconceito,  originado da falta do hábito de refletir com serenidade sobre minha conduta, permaneceu comigo ao longo dos anos. 

Naquela época, quando eu cometia algo que considerava um erro, não  avaliava  o que havia feito para poder aprender com aquilo e acertar numa situação similar, como ensina a Logosofia. Em vez disso, eu me torturava com culpas e me sentia a pior pessoa do mundo, mesmo quando se tratava de coisas pequenas. Não importava. Se fosse algo maior, a culpa e o castigo que eu própria me impunha eram maiores. Eu era a ré, o júri, a acusação, a juíza – e sempre me condenava. 

 Um erro cometido na educação dos meus filhos  fazia com que eu me sentisse  a pior mãe do mundo.  Apesar de ser um ser humano  que  erra – ainda que movida pelo desejo de acertar – e de não ter adquirido os conhecimentos necessários para isso, não havia espaço para a defesa. 

Por outro lado, algumas regras eu cumpria automaticamente, como resultado da educação que recebi e dos valores transmitidos a mim e a meus irmãos – como honestidade, dedicação aos estudos e ao trabalho, entre outros.

Aqueles estados lamentáveis a que me referi começaram a mudar quando passei a ser guiada por Raumsol, pseudônimo de Carlos Bernardo González Pecotche, identificar minhas ações e favorecer a conquista daquilo que eu buscava alcançar. 

Naturalmente, não era apenas a disciplina, mas também a ordem, no sentido de manter uma organização mental que permitisse encontrar com facilidade – fosse na mente, fosse na gaveta do armário de casa – o que buscava, sem perder horas por causa do amontoado de pensamentos, ideias e antigos conceitos arraigados, transformados em preconceitos. Estes costumam endurecer a mente, dificultando – e por vezes até impedindo – o livre pensar. 

Raumsol ensina que um dos direitos fundamentais do ser humano é exatamente a liberdade de pensar – pensar por si mesmo, ter os próprios pensamentos; jamais aceitar nada por imposição, mas sim exercitar internamente a “obediência ou acatamento inteligente” a uma norma, regra ou lei, porque se compreendeu o valor que ela tem para a própria vida e para a dos demais seres, e porque se aprendeu a ouvir a consciência, que sempre nos conduz ao que é lógico e bom. 

Hoje, diante de uma norma, reflito com serenidade sobre sua importância e, ao perceber que ela cumpre um objetivo de bem, coloco-me a seu favor de forma natural e tranquila.


Um pensamento de

 Andrea Macedo
Andrea nasceu em Brasília, é casada, tem 2 filhos e uma enteada. Formou-se em Sociologia, Artes Plásticas e Cênicas e Dançaterapia. Taquígrafa aposentada, é docente de Logosofia na Sede do Lago Norte, tendo ingressado na Fundação Logosófica em 12 de maio de 1990.  

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