Ao autor de uma ciência que humaniza
que soube recolher da vida o perfume e a beleza das flores
e lhes conceder permanência na consciência
para que não mais se perdessem no tempo.
Fez do efêmero algo vivo
do instante algo contínuo
e permitiu que seus amigos não apenas sentissem essa beleza,
mas a reconhecessem dentro de si
renovando-a, dia após dia.
Nos ensinou a cultivar a própria vida
cada possibilidade que em nós encerra
e fazer dela um jardim.
Ao pai que corrige com amor
ao humanista que educa com sabedoria e eleva a consciência,
ao amigo que aconselha e ampara
em cada papel, a mesma presença se revela:
cuidado, guia e inspiração, entrelaçados na mesma mão que conduz.
É nesse abraço silencioso do espírito
essa tríade de amor, ensino e amizade
que sentimos a plenitude de sua obra.
Carlos Bernardo González Pecotche,
mente vasta como uma árvore viva,
que espelha, em sua expressão, a própria mente de Deus
e nos aproxima do divino, da beleza e da perfeição.
Diante de você, sentimos o poder do silêncio
o instante em que cada gesto se torna lição
e em cada pausa, a oportunidade para que o espírito fale.
Sol que ilumina sem cessar,
que nos ensinou, dia após dia
a não sermos melhores que os outros
mas melhores do que nós mesmos.
A confiança em Deus
vivida com decisão e inteireza
e a compreensão de que dar a razão ao outro
é libertar-se do peso interior
e acolher, em seu lugar, a paz.
Uma paz serena
que acompanha o recolhimento do dia
quando a consciência reconhece o bem realizado
primeiro em si, depois no outro.
O olhar que se amplia em compreensão,
capaz de reconhecer em cada ser
uma história, um caminho
e, ainda assim, sentir que seguimos, todos
sob uma mesma orientação.
Jardineiro da alma,
que nos mostrou como cultivar muitas flores,
para que, se perdêssemos uma, outras pudessem sustentar a alegria,
garantindo assim que a esperança permanecesse viva.
Seja no lenço que suavemente acenava ao chegar ou ao partir
um gesto simples, cheio de significado
um sopro de “Hasta Siempre”, presença e inspiração
que nos lembrava: o espírito permanece conosco
o conhecimento que nos trouxe continua vivo em cada estudante
uma presença que se estende mesmo quando não estava.
Ou no chapéu que inclinava com firmeza e serenidade
sinal de decisão e equilíbrio
marcando o respeito à obra e a continuidade do ensinamento.
Você sempre será o sol que desperta a vida
e dá vida à consciência
o espírito que mantém viva a obra logosófica
alimentando nossas mentes e corações
com o ensinamento que transcende o tempo
a luz que ensina, transforma
e nos conduz suavemente à essência do saber e do bem
na presença de Deus.
E assim, em cada gesto seu, no sorriso, nas lágrimas,
nas mãos que escreviam, no entrelaçar que une os discípulos à obra e ao espírito,
no lenço que acenava, sopro de esperança e presença,
no chapéu que inclinava com firmeza serena, na força da voz,
permanece o brilho da sua herança,
a elegância da sua humanidade
e a força silenciosa que nos inspira a cultivar
a vida sob a luz do seu ensinamento Logosófico
É ele que nos permite agir com moral e ética,
cultivar o bem e reconhecer o belo
aquilo que não muda, aquilo que sustenta,
em cada coração, a grandeza da vida e da obra que nos foi confiada.
E assim, a obra logosófica permanece,
viva, com seus ensinamentos e seu exemplo, que guiam
para o conhecimento e para o bem.
Carlos Bernardo González Pecotche,
Hoje, sua vida física se extinguiu, e sua voz não nos alcança;
não podemos ouvi-la no presente.
Ainda assim, tudo o que deixou permanece vivo conosco
um acúmulo de bens que anima nosso espírito a prosseguir.
Nós seguimos a sublime tarefa de levar adiante
o conhecimento logosófico a todos que dele necessitam.
Você nos legou sua obra, dedicada a cada hora de sua vida,
na qual estão gravados seu nome, seu espírito e seu ensinamento.
Essa obra, amada e respeitada, continua sendo cultivada e transmitida,
mantendo viva sua essência, sua luz e sua orientação,
que nos guia e inspira: A Obra Logosofia.
“Hasta Siempre”
