Hoje, gostaria de falar como mãe. Tenho dois filhos, um casal.
Recordo que, quando minha primeira filha nasceu, eu a considerava um presente do Criador, mas, ao mesmo tempo, sentia certo temor quanto à sua educação. Como já era estudante de Logosofia, sabia que tinha uma grande aliada: a pedagogia logosófica. Eu reconhecia o quanto ela vinha me ensinando e, é claro, iria aplicá-la na educação de minha filha e, posteriormente, de meu filho, que chegaria logo depois.
Desde que nasceram, tinham seus respectivos quartos. Ao menor barulhinho, lá estava eu, assistindo-os, mas nunca permiti que eles nos dominassem – nem ao pai nem a mim.
Foi assim que, desde cedo, comecei a dialogar com eles. Havia a hora do sim e a hora do não; no início, reforçava as palavras com gestos e, depois, apenas com palavras. Buscava atuar com firmeza, mantendo sempre o olho no olho, mas o afeto estava presente. O quanto eu queria o melhor para eles!
E eles entendiam. Muitas vezes pensamos que não, mas eles entendem, sim, e desde a fase de bebês.
Algo que considero muito importante trabalhar desde cedo com a criança é a compreensão da realidade da vida, sem pular etapas e com muita docência. É preciso ensinar-lhes que, na vida, ora ganhamos, ora perdemos, e que isso faz parte do processo de crescimento. Vamos errar muito, mas buscando sempre acertar. Essa atitude não é sinal de fraqueza, mas de aprendizado e superação.
Para ajudá-los a entender isso, eu lhes mostrava um ninho de passarinhos que tínhamos em casa. Quando o filhote se preparava para voar, era possível observar a presença dos pais, assessorando-o: ele ensaiava o voo, tentava, não conseguia, e tentava novamente. Até que, de repente, conseguia abrir as asas e voar livremente.
Assim acontece na vida: há momentos em que as coisas não dão certo, mas buscamos refletir sobre as causas, aprender com a experiência e, em uma nova tentativa, alcançar melhores resultados.
Como foi e tem sido grandiosa a colaboração da Pedagogia Logosófica em minha formação, na de meus filhos e na de tantos outros seres! Essa pedagogia, criada pelo pensador e humanista argentino, Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol), é fruto de uma obra à qual ele dedicou sua vida, com o propósito de ajudar o ser humano em seu processo de superação.
Um ser generoso, que criou a ciência logosófica e instituiu um método único em seu gênero.
Um de seus ensinamentos destaca:Conseguir que as gerações futuras sejam mais felizes do que a nossa será o prêmio mais grandioso a que se possa aspirar. Não haverá valor comparável ao cumprimento dessa grande missão, que consiste em preparar para a humanidade futura um mundo melhor. E, ainda: “A pedagogia logosófica é a pedagogia do bem dizer, do bem pensar, é a pedagogia da felicidade, porque enquanto ensina, faz feliz.”