Vida

No simples, a felicidade

agosto de 2026 - 2 min de leitura
Vida

No simples, a felicidade

agosto de 2026 - 2 min de leitura

Na semana passada, convidei um neto de seis anos para ir comigo a uma loja de produtos agropecuários comprar alguns pintinhos que levaríamos para o sitio. Logo na entrada da loja, havia um viveiro enorme, semelhante a uma grande gaiola, repleto de pintinhos de muitas cores. Meu neto nunca havia estado em uma loja desse tipo e, encantado com aquela novidade, começou logo a andar de um lado para outro, descobrindo a enorme quantidade e variedade de animais que havia naquele lugar.

Entre pássaros, peixes, hamsters, cachorros, gatos e muitos outros animais, passamos cerca de quarenta minutos entretidos. 

Ele quis saber como se podia distinguir um pintinho macho de uma fêmea, pergunta que nem eu nem o vendedor que nos atendia soubemos responder. Decidimos perguntar ao caseiro quando chegássemos no sítio. Saímos da loja felizes, e meu neto me disse que, todas as vezes que eu fosse àquela loja, ele gostaria de ir comigo.

Eu estava muito feliz por estar com ele e, logo naquele momento, experimentei internamente uma enorme gratidão ao autor da Logosofia, ciência de uma nova cultura, cujos ensinamentos têm me levado a descobrir a felicidade nas vivências mais simples do dia a dia.

Antes de ter contato com esses conhecimentos e começar a experimentá-los em minha vida, eu projetava a felicidade muito distante de mim, sempre além das minhas conquistas e realizações. 

Com ajuda de González Pecotche, estou aprendendo a encontrá-la nas pequenas porções de bem que a vida me oferece diariamente e que despertam em mim uma gratidão cada vez maior por tudo que recebo.

A maioria dos seres humanos crê que a felicidade tem uma forma limitada e que se alcança ou conquista por algum meio sobrenatural que é necessário descobrir; enquanto isso não ocorrer, sua busca haverá de ser uma constante obsessão. Todavia, a felicidade é algo que a vida vai outorgando por meio de uma infinidade de pequenos instantes. Entretanto, como esses instantes comumente são tidos em pouca conta, por breves ou pequenos, quase passam despercebidos à própria consciência. Se fossem unidos, porém, uns com os outros, revivendo- -se os fatos para apreciá-los melhor, ver-se-ia quão grande é a ingratidão ao serem esquecidas com reiterada frequência essas partes de felicidade que tantas vezes foram experimentadas, sem que jamais se pensasse no que podiam representar para a vida.
Coletânea da Revista Logosofia – Tomo II

Coletânea da Revista Logosofia – Tomo II

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Um pensamento de

 Ione Rachid
Ione Rachid nasceu em Divinópolis/MG. É graduada em Odontologia pela UIT e é docente da Fundação Logosófica de Divinópolis desde 1990.

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