Durante muito tempo, acreditei que respeitar as pessoas significava apenas cumprir regras de boa convivência. No entanto, o encontro com um conceito revolucionário transformou completamente minha visão sobre mim mesmo e sobre as pessoas com as quais me relaciono.
Uma vez, li um texto, escrito pelo criador da Logosofia que me chamou a atenção e me fez pensar muito. Nele, o autor afirmava que o respeito é uma atitude que sustenta a moral individual e coletiva e que surge internamente em cada um como um imperativo da consciência.
Após essa leitura, fiz várias reflexões e compreendi o respeito como um sentimento natural que sustenta as relações humanas. Quando falta o respeito, tudo se desmorona, como um castelo de cartas que perde a carta que lhe dá sustentação.
Ampliar essa minha compreensão do respeito transformou a forma como passei a experimentar minha própria trajetória profissional.
Trabalhei por décadas como médico perito em uma instituição pública, atuando em um cenário onde os desafios eram diários. Diante de mim, chegavam cidadãos com a expectativa legítima de receber um benefício previdenciário ou assistencial, mas que, muitas vezes, viam seus pedidos negados porque a decisão precisava obedecer estritamente às normas técnicas e legais da avaliação pericial.
Para sermos mais felizes e construirmos um mundo melhor, não é uma atitude sensata e sábia fazer do respeito o condutor da nossa vida?
