Em uma ocasião em que meu filho não estava tendo um comportamento adequado, agi de forma impulsiva ao tentar corrigi-lo. Ao perceber meu erro e descontrole, retifiquei minha atitude e pedi desculpas.
Ele me disse:
– Mamãe, você está desculpada, mas, na verdade, você nem precisava pedir desculpas. Você errou, e eu também. Vamos tentar fazer diferente da próxima vez. Você mesma já me disse, em outra ocasião, que o mais importante é tentar não cometer os erros e, quando eles acontecerem, a melhor forma de pedir desculpas é através da mudança de atitude e comportamento.
Essa vivência com meu filho foi muito significativa. Ela mostrou como alguns ensinamentos anteriores foram sendo assimilados por ele e também refletiu o trabalho de formação que venho buscando realizar.
A verdadeira reparação de um erro se faz pela mudança de conduta, e não apenas pelas palavras.
O pedido de desculpas é um recurso importante para a formação da consciência moral, mas não substitui a transformação efetiva da conduta. O reconhecimento do erro é o primeiro passo; a sua superação, o verdadeiro pedido de desculpas. Nesse momento, recordei-me do que a Logosofia nos ensina sobre a possibilidade de sermos nossos próprios redentores e senti uma grande alegria por ter compreendido como funciona esse precioso conceito.
Ao agir de forma imprópria com meu filho, tive, sem muita demora, a lucidez de reconhecer minha brusquidão e buscar a reparação com um pedido de desculpas. Sua resposta revelou o quanto ele já havia assimilado que a mudança de conduta tem mais valor do que palavras vazias: que o pedido de desculpas mais genuíno está na ação futura, renovada e reformada.
