Como ensina o criador da Logosofia, Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol), o método logosófico envolve uma prática contínua, tanto no campo do estudo individual quanto no coletivo. A experiência em conjunto estimula e impulsiona o aprendizado:
Quando os estudantes de Logosofia se reúnem, cria-se uma atmosfera de respeito e afeto, no qual cada um ajuda o outro a superar suas dificuldades internas e a assimilar o conhecimento.
Nas sedes culturais da Fundação Logosófica, os estudantes se distribuem em núcleos, nos quais o intercâmbio de pontos de vista é fundamental para desvendar os mistérios da mente e do espírito.
Neste conjunto, iniciou-se a investigação individual e coletiva sobre um tema central: as Leis Universais, seus princípios e suas manifestações.
O conjunto tem observado atentamente a atuação dessas leis na vida cotidiana e colaborado com suas observações, ajudando-se mutuamente a atuar de acordo com elas. É um esforço que une teoria, prática e vivência, transformando o conhecimento em virtude e conduta, e a vida em campo experimental.
Viviane, diretora deste conjunto, pergunta: o que temos aprendido com as Leis Universais? Como observar o ambiente e atuar a favor dessas leis? Que conhecimentos são esses que valem uma vida?
Beth fala sobre a Lei de Gratidão e sobre como a mente cria dificuldades. Reconhece que precisa praticá-la em sua vida, fazendo um movimento interno diferente e percebendo o valor daquilo que pode oferecer.
O Mestre nos ensina a ser mais conscientes, dando nome ao que acontece dentro e fora de nós. Os fatos podem ser os mesmos, mas a consciência nos permite reconhecer um valor antes não percebido na vivência da gratidão.
Uma experiência foi uma viagem em família. Percebi que oferecemos à minha mãe um pouco do que ela já havia oferecido a nós. Foi uma experiência simples, mas consciente, permeada pela gratidão.
A seguir, cada uma solicita a palavra e dá sua compreensão sobre o tema de estudo da reunião.
Leda: Compreender as Leis Universais me permite entender a linguagem do Criador através da própria Criação. Observar a vida em movimento, seja na Lei de Evolução ou na preservação da espécie, como se revela na relação entre pai e filho, permite perceber propósitos muito maiores do que uma simples contemplação.
Antes, eu enxergava apenas aparências. Agora, reconhecer a perfeição desses mecanismos fortalece minha conexão com o Criador e com a verdadeira essência da vida. Como ensina a Logosofia, este saber não deve ser apenas compreendido, mas sentido no fundo da alma; é ele que me ensina a viver a verdadeira vida.
Gláucia: Quais conhecimentos valem uma vida para mim? Descobrir que posso mudar, deixar de ser o que sou para chegar a ser quem realmente quero ser. O conhecimento de mim mesma ganhou um sentido transformador com as vivências no núcleo de estudo. Quantas compreensões alcancei através da indicação do método logosófico: o estudo no coletivo que complementa o individual. Aprendi com o Mestre que “…a felicidade, ou se compartilha ou se perde, porque nenhum ser pode ser feliz sozinho…”.
Mônica Ungar: Lei de Correspondência: o que recebemos do Mestre poderemos oferecer à humanidade. O desafio é a linguagem. Nos vinculamos pela parte do Mestre que cada uma traz em si. Preciso me tornar merecedora para alcançar a essência do ensinamento.
Denyse: Com os estudos e as vivências na Logosofia, posso trazer hoje uma compreensão totalmente nova sobre as Leis Universais. Antes, eu as enxergava apenas regendo a minha vida física, material, biológica e social. Agora, eu as vejo reger processos da minha vida interna e do mundo metafísico.
Revisando esse conceito, como ensina González Pecotche (Raumsol), compreendo que as Leis Universais são a expressão do Pensamento e da Vontade do Criador, que estão presentes na Natureza desde o princípio, e que são imutáveis e inflexíveis.
Por serem justas e benéficas, atuam inexoravelmente sobre quem as infringe. Em seu mecanismo de ação, muitas vezes precisam atuar sobre o conjunto maior para restabelecer o equilíbrio. No entanto, não há injustiça nisso; elas cumprem seu papel fundamental de restaurar a harmonia diante dos desequilíbrios causados pelos excessos dos povos e nações.
Ida:-Tenho aprendido com esta ciência que a verdadeira força não está em vencer as circunstâncias, mas em vencer a mim mesma. Com disciplina e atenção, transformo minhas batalhas internas em alegria e evolução.
A lei do mais forte, que não é quem vence pela força física, mas quem domina a situação pelo conhecimento. Em qualquer âmbito da vida, quem mais sabe é quem triunfa, transformando obstáculos em resultados.
Maria Laura: Destaco a Lei de Correspondência por tudo o que ela me ofereceu como oportunidade de mudar a vida. O autor da Logosofia me ensinou sobre meu mundo interno. Conhecer essa realidade e os habitantes desse mundo foi entender as causas das minhas dificuldades, tanto comigo mesma quanto na convivência com os semelhantes. Esse Mestre me ensinou o que eu teria que fazer para deixar de ter tantos aspectos negativos. Entendi que uma conduta mais acertada era aceita pela minha parte mais elevada, pelo meu próprio espírito, ou pela parte de Deus que cada um tem dentro de si. Respondendo a pergunta: que conhecimento mudou minha vida? Foram muitos, mas compreender a realidade dos pensamentos mudou tudo. Compreender que eu não sou meus pensamentos foi transformador. Eu errava porque deixava minha vontade ser dominada por pensamentos negativos que me faziam sofrer e também magoaram pessoas queridas. Além disso, a confirmação de que sou um ser espiritual me deu a chance de mudar de conduta, provando que a vida é um estímulo maravilhoso em qualquer idade física
Elisa: O estudo das Leis Universais me fez recordar de quando me aproximei da Obra Logosófica. O que a Logosofia me apresentou me encantou profundamente. Encontrei não só respostas aos meus interrogantes, mas ferramentas práticas para pensar e estudar sobre uma vida regida por valores e conceitos hierarquizados. Descobri, também, a possibilidade de transformar meus próprios pensamentos e de realizar mudanças através do meu empenho. Enfim, com o estudo da Logosofia, tendo seu autor como meu guia espiritual, como um pai e amigo, adquiro valores que passam a ocupar uma hierarquia em minha vida e que me convidam a mudanças em mim mesma.
Sylvania: Antes de conhecer a Lei de Caridade, eu a limitava à ajuda material (doações ou voluntariado). Embora a praticasse, sentia um vazio e me questionava:
- O que é, de fato, fazer o bem?
- A quem e como devo ajudar?
Enquanto o ditado popular diz “Fazer o bem sem olhar a quem“, González Pecotche ensina: “Olhar o uso que se faz do bem!”
Para responder às minhas dúvidas, passei a observar três aspectos:
- O estado real da pessoa que receberá a ajuda.
- Sua real necessidade e o motivo de não conseguir resolver a situação sozinha.
- Sua conduta após ser ajudada.
Hoje entendo que o melhor auxílio é incentivar e estimular a reflexão, permitindo que o outro busque por si mesmo o sentido para a vida. Os conhecimentos transcendentes que aprendo através da Logosofia são o que posso oferecer de mais valioso.
Este núcleo de estudo, que se reúne em uma das sedes da Fundação Logosófica em São Paulo, está iniciando sua jornada sobre este tema. Ao longo desse percurso, muitos aprendizados serão registrados no campo experimental do estudo e na prática dos ensinamentos logosóficos em nossas vidas.
Não é nosso objetivo esgotar este assunto, que é muito amplo e apenas começa a se descortinar neste conjunto. Fica, contudo, o convite para quem nos lê: busque conhecer mais sobre este e outros temas, frutos das investigações e testemunhos de muitos estudantes, acessando o portal logosofia.org.br
Aqui, nosso propósito principal foi expressar a gratidão ao mestre Raumsol. Ao criar a Logosofia, ele nos presenteou com um método que nos permite estar aqui, juntas, buscando estudar, compreender e realizar. Essa experiência se inicia no âmbito individual e se completa por meio do estudo no coletivo, onde cada uma escuta, soma e une sua imagem de compreensão
Neste mês de agosto de 2026, a Logosofia completa 96 anos.
E mesmo que nenhuma de nós tenha conhecido fisicamente o Mestre Raumsol, ele segue vivo e atuante em nossa vida espiritual, por meio de seus ensinamentos Como discípulas de um Mestre, aprendemos que ninguém é feliz sozinha. É preciso compartilhar as realizações desta jornada de evolução consciente e convidar a todos a conhecerem mais sobre esta ciência e seu criador.
Afinal, como registra de forma inspiradora o livro Exegese Logosófica: