Desde que descobri que seria mãe, muitos pensamentos ocuparam a minha mente, em especial o medo de não ser capaz de educar outro ser humano da maneira correta. Afinal, meu bebê não viria com um manual de instruções que eu pudesse seguir para garantir que daria tudo certo…
Até que chegou o dia em que minha querida filha veio ao mundo. Eu me vi diante de um pequeno e frágil bebê, do qual precisava cuidar, e a quem caberia ensinar a viver, para que pudesse ser feliz e soubesse colaborar com seus semelhantes.
A convicção que eu tinha sobre o porquê da existência humana me levava a vivenciar profundamente a responsabilidade de educar uma criança. À medida que ela foi crescendo, percebi surgir, ainda mais intensamente, uma grande insegurança e a sensação de incapacidade, sobretudo quando precisava corrigi-la.
Eu ainda não era plenamente consciente de minhas ações, o que, ao final, fazia-me sentir fracassada em minha missão de mãe. Além disso, preocupava-me com os pensamentos que poderiam estar atuando na mente da minha filha como consequência da minha conduta. Embora, diante dela, eu demonstrasse segurança e aparentasse ter agido corretamente, não era o que eu experimentava em meu interno. Sofria muito e, por vezes, a tristeza tomava conta de mim.
Quando minha filha completou 11 anos, conheci a Logosofia. A partir desse momento, comecei a escrever uma nova história, na qual minha filha continuaria fazendo parte e seguindo com seus próprios pés, amparada por um exemplo mais sólido, por conselhos e orientações de quem mais a amava.
Os estudos logosóficos despertaram em mim inquietudes espirituais que foram elevando progressivamente meus pensamentos e fortalecendo a vontade de ser uma pessoa melhor, colaborando para que minha filha também pudesse se tornar cada vez melhor e mais feliz.
A Logosofia veio ensinar o homem a viver a vida na sua plenitude. Ela nos mostra várias “chaves” para abrirmos portas que até então estavam trancadas. Promove a liberdade, mas também a responsabilidade, ensinando a importância de tomar decisões conscientes e de assumir as consequências por suas escolhas. Para isso, é preciso aprender para ensinar.
Ao tomar contato com um sentimento que essa ciência apresenta como base para a correção, tenho aprendido a aplicá-lo em mim mesma e na educação de minha filha. Esse sentimento é o afeto.
Corrigir com afeto é corrigir com respeito, responsabilidade, carinho e serenidade. A força do afeto na correção é algo que transforma vidas! Tenho experimentado uma capacitação constante e gradual, que tem me conduzido a ser uma pessoa melhor, uma mãe melhor, mais consciente em minhas atuações, mais confiante e sem medo do futuro.
