Você conhece alguma mãe que fala o tempo todo a mesma coisa, sem parar? Essa era eu antes de conhecer a Logosofia.
Eu estava constantemente nervosa com os problemas que enfrentava. Muitas das palavras que dizia aos meus filhos eram movidas pela impaciência, e não pelo amor que sentia por eles. Achava que ser uma mãe rígida era o melhor que eu poderia fazer em seu benefício.
Só agora tenho consciência de que, muitas vezes, eu falava sem pensar e usava um tom áspero, o que gerava em meus filhos uma indisposição para ouvir.
Fui aprendendo com a Logosofia que, quando falo em demasia e sem um conteúdo que justifique tantas palavras, estou cultivando um pensamento chamado verborragia. Eu não sabia que a palavra era condutora dos meus pensamentos, e por isso, vivia inconsciente a respeito daquelas que saíam da minha boca.
Mas não eram apenas as palavras que precisavam mudar. Houve uma fase em que meu coração ficava apertado ao ver a desarmonia e a tristeza presentes em meu lar.
A relação entre mim e um dos meus filhos havia se desgastado, e já não conseguíamos nos entender. Ele me fazia questionamentos profundos, e eu não dispunha dos recursos necessários para contribuir com sua busca.
Por mais que eu me esforçasse, mesmo movida pelo amor, não possuía conhecimentos para acertar. Foi por isso que decidi estudar Logosofia: para ser uma pessoa melhor, descobrir qual era o verdadeiro bem que deveria fazer por minha família e como, de fato, poderia realizá-lo.
Essa ciência tem me conduzido a descobertas valiosas, ligadas à consciência de quem eu realmente sou. Cada compreensão dos ensinamentos logosóficos é como uma lanterna que me possibilita enxergar os pensamentos que habitam minha mente.
Agora tenho elementos para refletir sobre como me tornar uma mãe melhor, conduzir minha conduta e acertar na educação dos meus filhos.
Estou descobrindo deficiências psicológicas que tenho, e uma delas está relacionada às palavras impulsionadas por pensamentos negativos. Venho aprendendo a passar minhas palavras pelo filtro da inteligência, contendo aquelas que forem inadequadas e escolhendo as melhores, o momento mais oportuno e até o local apropriado para dizer o que precisa ser dito.
Estou atenta aos pensamentos que animam as palavras antes que saiam da minha boca, cuidando para que o tom seja mais afetuoso.
Olhar para dentro de mim e tomar consciência de tudo isso trouxe-me mais tranquilidade e serenidade, dando-me condições de contribuir para que houvesse em minha casa um ambiente de paz, alegria e afeto.
Tento ser hoje uma mãe firme, em vez de rígida. Cultivo a “enérgica doçura” e a paciência, principalmente para saber esperar o momento certo de falar. Mudei minha forma de agir com toda a família, procurando ser mais afetuosa, paciente e ponderada ao expressar o que penso.
Hoje, quando olho para meus filhos, recordo e valorizo as virtudes que eles têm. Elas me fazem recordar do meu propósito de me tornar uma pessoa melhor.
Que alegria eu experimento ao constatar que estou conseguindo me redimir dos erros que cometi no passado! Ainda preciso mudar muito, sei disso. Porém, o que já conquistei até o momento transformou a minha vida, pois, quando mudo a mim mesma, transformo tudo à minha volta.