Como posso ser uma pessoa mais reflexiva? E como deixar de ser impulsivo em minhas atuações no dia a dia?
Eu definitivamente não era uma pessoa reflexiva. Fosse no trabalho, fosse na relação com os amigos ou mesmo com a família, muitas vezes tinha reações que depois me causavam um profundo arrependimento.
Não entendia por que reagia daquela forma, muitas vezes magoando pessoas amadas e , em outras situações, tomando decisões precipitadas. Tudo isso resultava em pesares e arrependimentos lamentáveis. Muitas vezes, justificava meus atos alegando que aquele comportamento fazia parte da minha natureza, que eu era “daquele jeito mesmo” e que não mudaria a minha maneira de ser… Isso já aconteceu com você?
Quando comecei meus estudos de Logosofia e passei a ter a possibilidade de realizar um processo de evolução consciente, que me permitia evoluir como ser humano, eliminando deficiências e substituindo-as por virtudes, tive a convicção de que a mudança, na verdade, só dependia de mim.
Eu podia, sim, edificar em mim mesmo um ser melhor, mais consciente, menos precipitado e mais sereno.
Esse ensinamento me acompanha constantemente e, hoje, como uma espécie de defesa mental, pensamentos que querem me induzir a tomar decisões precipitadas, ajudando-me a evitar erros que depois só me trariam arrependimentos e frustrações.
A aplicação desse ensinamento em minha vida tem me ajudado a ser uma pessoa mais serena e equilibrada, assim como a tomar decisões mais acertadas, tornando a minha vida mais harmoniosa em todos os campos de atuação diária.
Certa vez, um colega de trabalho me relatou um episódio envolvendo outra pessoa em que eu teria que adotar alguma decisão punitiva contra ela. Mas, antes de adotar qualquer medida, fui refletir sobre o que havia sido relatado e busquei outras informações que pudessem me dar uma visão mais ampla e real da situação. Assim, teria mais elementos para, com serenidade, atuar de forma adequada e tomar a melhor decisão.
Verifiquei que a informação trazida por meu colega havia sido repassada a ele por terceiros e que continha equívocos e distorções, não correspondendo à realidade integral do episódio.
Assim, ao recordar o ensinamento, pude evitar uma decisão que seria prejudicial àquela pessoa e que poderia causar grandes problemas para ela, para os colegas e para a empresa.
Posteriormente, o colega que me fez o relato inicial veio se desculpar comigo e também com a outra pessoa sobre a qual havia narrado o fato. Ele observou a forma como conduzi a situação, colaborando para uma solução, o que acabou sendo bom para todos.
