Desde a infância, ouvimos de nossos pais – ou, pelo menos, deveríamos ouvir – que devemos ser bons.
Mas o que significa ser bom?
Na adolescência, perguntei ao meu pai: “Pai, o que devo fazer para conduzir minha vida com acerto?
Com sua simplicidade e sabedoria, ele me respondeu: “Filho, um dia você conseguirá encontrar o seu caminho. Mas guarde bem isto: nunca faça mal a ninguém. Seja uma boa pessoa!”
Recordo que aquelas palavras calaram fundo dentro de mim e me guiaram pela vida.
E o curioso é que ela se referia à sua própria mãe dessa mesma forma. Não conheci minha avó, mas minha mãe sempre me dizia que ela era uma pessoa bondosa.
Certa vez, tive a oportunidade de encontrar, em um livro logosófico, uma expressão que me fez refletir muito: “Há que ser bom, mas não ser tolo.”
Quer dizer que não basta ser bom; é necessário descobrir verdadeiramente o que é a bondade para não ser enganado? E o que significa ser bom, mas não ser tolo?
Descobri que o cultivo da bondade e seu exercício devem ser realizados com consciência, pois, caso contrário, corremos o risco de que, ao praticarmos um ato de bondade sem o devido discernimento, acabemos vivenciando consequências que podem nos prejudicar.
A bondade como ato consciente é algo a ser aprendido. A Logosofia, como ciência do pensar consciente, tem me oferecido conhecimentos para que eu vá me tornando capaz de unir minha sensibilidade e inteligência, protegendo-me das armadilhas que, a todo instante, surgem no caminho, explorando minha boa fé e confiança.