Comportamento

O começo da busca

setembro de 2026 - 3 min de leitura
Comportamento

O começo da busca

setembro de 2026 - 3 min de leitura

O início da busca é sempre carregado de inquietação, de uma sensação de que algo falta, mesmo quando tudo parece estar no lugar…

Eu acordava sem saber exatamente o que me faltava. Havia um ruído  interno, um sussurro que não era dor, nem alegria. Uma sensação estranha de que algo estava fora do lugar, embora eu não soubesse  identificar o quê. Mas o que estava acontecendo dentro de mim? 

Olhava no espelho e via um rosto conhecido, mas não reconhecido. Perguntava-me: quem sou eu, além daquilo que esperam de mim? Quantas versões de mim cabem em mim? 

Comecei a busca. Sem mapa, apenas com perguntas. E, naquele momento, percebi: a busca não começa com respostas; começa com valentia, em direção ao desconhecido que habita o meu ser.

Decidi caminhar, não para chegar a algum lugar, nem para fugir, mas  simplesmente para escutar. Cada passo, uma pergunta. Cada silêncio, uma resposta encoberta. O silêncio interno queria falar, revelar coisas que eu não queria ouvir.  Talvez eu tivesse vivido mais para agradar do que para sentir. Talvez tivesse esquecido de perguntar a mim mesma o que me faz feliz.

Um dia, deparei-me com a palavra Logosofia. Não a conhecia, mas algo nela chamou minha atenção. Uma nova ciência: a ciência da vida, do espírito, do ser. Não uma teoria para decorar, mas um método para experimentar.

A Logosofia não me pedia fé cega, nem aceitação passiva. Ela me convidava a observar meus próprios pensamentos, a distinguir aqueles que me elevavam  daqueles que me sabotavam. Era como acender uma luz na mente e ver, pela primeira vez, o que sempre esteve ali, oculto.

Descobri que eu não era apenas o que sentia, nem o que pensava, mas também quem escolhia pensar e sentir. Que havia pensamentos que não eram   meus, mas que eu repetia, como bens herdados. E que eu podia, com esforço consciente, criar um novo ser dentro de mim.

A Logosofia me ensina que o “conhecer a si mesmo” não é um destino, mas um processo de evolução diário. Que cada dia é uma oportunidade de experimentar o que se aprende e aprender com o que se experimenta. Que a felicidade não está em ter tudo resolvido, mas em caminhar com consciência e propósito.

E assim, em cada estudo, cada prática, cada erro e cada acerto, vou me tornando mais inteira, mais consciente, mais feliz.

A Logosofia não aconselha crer naquilo que se estuda, nem aceitá-lo de olhos fechados, por mais que suas afirmações pareçam certas e inobjetáveis; daí que imponha a experimentação como base segura do processo rumo ao saber. Quer que cada um de seus cultores comprove por si as verdades que ela entranha, e isso só pode ser feito se levado ao campo da própria experiência.

Um pensamento de

 Maria Márcia
Maria Márcia nasceu em Itaúna - MG, formada pela Faculdade de Ciências Contábeis e Bacharel em Direito pela Universidade de Itaúna. Estuda e é docente da Fundação Logosófica desde 2014.

Você também pode gostar

Comportamento

O que realmente falta na hora de educar e corrigir uma criança

Como corrigir uma criança com respeito? Que recursos os pais podem utilizar? Neste vídeo, Fernando Carneiro conta uma experiência vivida na infância em que, ao fazer algo errado, foi corrigido por...

Comportamento

O respeito se ensina pelo exemplo

Como favorecer que as crianças sejam corrigidas e que possam aprender a respeitar, superando sua própria conduta? Neste artigo, Lilia Finelli conta uma experiência sobre como atuou com suas filhas ...

Comportamento

O respeito: pilar central da relação humana

Durante muito tempo, Max Fonseca acreditava que respeitar os pacientes em seu consultório médico era apenas cumprir regras de boa convivência. Mas, ao conhecer o conceito logosófico de respeito, t...