O ouriço é um animal pequeno, mas perigoso, pois possui um fantástico sistema de defesa, acionado diante de qualquer ameaça de perigo no meio externo: fecha-se imediatamente em uma bolsa protetora, eriçando todos os seus espinhos. Lança mão da preciosa armadura, ferindo dolorosamente qualquer visitante desprevenido.
Assim também identifiquei em mim essa reação imediata, em constante eriçamento da epiderme psicológica…
Eu disparava palavras grosseiras, insultos, ameaças e zombarias quando meu amor-próprio e minha suscetibilidade, duas deficiências psicológicas, se sentiam ameaçados. Era uma reação instintiva.
Como o ouriço, eu levantava minha artilharia pesada, influenciando o ambiente com mal-estar. Era como se o “troglodita” que habitava minha mente, representado por essas deficiências psicológicas, assumisse o controle. Ele impedia o livre funcionamento da engrenagem da minha inteligência e perturbava meu entendimento, proporcionando-me, ao final, uma falsa sensação de poder e de “vitória”.
A Logosofia entrou em minha vida com a maravilhosa proposta de me elevar a uma condição verdadeiramente humana. Tenho aprendido sobre o sistema instintivo e a transformá-lo de consumidor insaciável de energias internas a fornecedor de energia para mover a incrível engrenagem da minha inteligência.
Sem incomodar ninguém, posso cultivar e expandir valores internos como a paciência, a serenidade, a equanimidade, a mansidão, a tolerância, a humildade e a afabilidade. Eles adoçam minha vida, permitindo-me experimentar mais liberdade, paz e felicidade, além de irradiar harmonia nos ambientes que frequento.
Adeus, ouriço!