O discípulo deve recordar que a generosidade é uma arte e um poder, quando administrada com inteligência. No campo experimental da Logosofia, ele instantaneamente se beneficia ao dar, pois no ato de ajudar intervêm fatores internos de inestimável valor evolutivo.
Dar significa para o logósofo um dever irrecusável e obedece a uma imperiosa necessidade de seu espírito, por estar esse fato intimamente relacionado com seu processo interno de evolução consciente. Atuações dessa natureza têm nele uma finalidade especialíssima: fazer com que outros participem das riquezas do saber logosófico, seguro de lhes pôr ao alcance, desse modo, os máximos recursos de bem. Mas a prática dessa arte, que não obedece tão só a uma necessidade do espírito, e sim a uma vocação natural dele, requer que se possua primeiro, em maior ou menor grau, a fonte desses recursos com que se quer favorecer o próximo. Neste caso, o auxílio logosófico será tanto mais eficaz quanto mais sutil seja o tato e mais vibrante o sentir que se exteriorizem ao ser realizada a função humanitária.
Como a simples menção do conhecimento logosófico não basta para persuadir aquele a quem se deseja auxiliar, o discípulo se vê amiúde obrigado a reviver dentro de si muitos ensinamentos, inclusive os momentos felizes que eles lhe proporcionaram, transmitindo-lhe suas convicções e ao mesmo tempo robustecendo-as. Essa revivescência, na qual se efetua uma verdadeira reativação das zonas cultivadas pela inteligência, é uma das tantas circunstâncias propícias para que floresça o conhecimento logosófico e se afirme o poder de dar.
