Na minha adolescência, sentia um vazio muito grande, mesmo sendo rodeada por familiares, amigos e pessoas queridas. Minha vida era semelhante à de muitos adolescentes: estudava, tinha uma vida social intensa e sonhava com um futuro promissor. Entretanto, em meio a tudo isso, surgiam perguntas que me inquietavam profundamente: por que e para que eu existo? Qual é a finalidade da vida? Para onde vou quando morrer?
Lembro-me de que essas perguntas me angustiavam a tal ponto que, muitas vezes, eu chegava a chorar. Foi então que fiz um pedido a Deus: que me ajudasse a encontrar um caminho que me orientasse e desse sentido à minha vida. Após percorrer muitos lugares e buscar respostas em diferentes ambientes, aos 26 anos encontrei a Logosofia e me deparei com o seguinte ensinamento:
No início, confesso que fiquei um pouco desconfiada. Afinal, já havia passado por tantos lugares sem encontrar respostas para minhas inquietações. Ainda assim, resolvi dar um voto de confiança ao autor dessa ciência, Carlos Bernardo González Pecotche.
Com o passar do tempo, fui percebendo o valor dos conhecimentos logosóficos como uma verdadeira bússola em minha vida. Por meio deles, resgatei muitas experiências vividas na infância e na adolescência, compreendendo-as e corrigindo-as no presente.
Recordo-me de que, na adolescência, eu me considerava uma pessoa mediana, sem muitas habilidades. Quando observava pessoas inteligentes ou com talentos desenvolvidos para os estudos e as artes, acreditava que elas possuíam dons divinos e que eu não havia sido escolhida por Deus para recebê-los. Questionava-me constantemente sobre o motivo dessa aparente desigualdade.
Os estudos logosóficos permitiram que eu resgatasse aquela adolescente que fui. Aprendi que todos nós possuímos inteligência e que ela pode e deve ser desenvolvida através do conhecimento, levando-nos a compreender quem somos e o que podemos fazer para transformar nossa vida.
Como eu não possuía nenhum mal físico irreparável, conhecer esse ensinamento representou um estímulo fecundo. Por meio desses conhecimentos, desenvolvi o gosto pelo estudo, pela aprendizagem e pela busca constante do aperfeiçoamento. Passei a compreender que as capacidades humanas podem alcançar forças ilimitadas e que existe um processo consciente de evolução do ser humano, capaz de torná-lo conhecedor do mundo invisível que existe em seu interior.
Sou profundamente grata a González Pecotche por ter me proporcionado a oportunidade de evoluir conscientemente. Seus ensinamentos serviram como uma bússola que me guiou na criação de defesas mentais contra pensamentos de incapacidade.
Graças a essa transformação, mudei de profissão e hoje, como professora da educação básica da rede pública municipal, também procuro ser uma bússola para meus alunos. Aplicando os conhecimentos da Pedagogia Logosófica, busco estimular as crianças, pois essa proposta educativa não apenas ensina, mas também favorece a felicidade, oferecendo elementos que orientam, acolhem e fazem pensar.