O início da busca é sempre carregado de inquietação, de uma sensação de que algo falta, mesmo quando tudo parece estar no lugar…
Eu acordava sem saber exatamente o que me faltava. Havia um ruído interno, um sussurro que não era dor, nem alegria. Uma sensação estranha de que algo estava fora do lugar, embora eu não soubesse identificar o quê. Mas o que estava acontecendo dentro de mim?
Olhava no espelho e via um rosto conhecido, mas não reconhecido. Perguntava-me: quem sou eu, além daquilo que esperam de mim? Quantas versões de mim cabem em mim?
Comecei a busca. Sem mapa, apenas com perguntas. E, naquele momento, percebi: a busca não começa com respostas; começa com valentia, em direção ao desconhecido que habita o meu ser.
Decidi caminhar, não para chegar a algum lugar, nem para fugir, mas simplesmente para escutar. Cada passo, uma pergunta. Cada silêncio, uma resposta encoberta. O silêncio interno queria falar, revelar coisas que eu não queria ouvir. Talvez eu tivesse vivido mais para agradar do que para sentir. Talvez tivesse esquecido de perguntar a mim mesma o que me faz feliz.
Um dia, deparei-me com a palavra Logosofia. Não a conhecia, mas algo nela chamou minha atenção. Uma nova ciência: a ciência da vida, do espírito, do ser. Não uma teoria para decorar, mas um método para experimentar.
A Logosofia não me pedia fé cega, nem aceitação passiva. Ela me convidava a observar meus próprios pensamentos, a distinguir aqueles que me elevavam daqueles que me sabotavam. Era como acender uma luz na mente e ver, pela primeira vez, o que sempre esteve ali, oculto.
Descobri que eu não era apenas o que sentia, nem o que pensava, mas também quem escolhia pensar e sentir. Que havia pensamentos que não eram meus, mas que eu repetia, como bens herdados. E que eu podia, com esforço consciente, criar um novo ser dentro de mim.
A Logosofia me ensina que o “conhecer a si mesmo” não é um destino, mas um processo de evolução diário. Que cada dia é uma oportunidade de experimentar o que se aprende e aprender com o que se experimenta. Que a felicidade não está em ter tudo resolvido, mas em caminhar com consciência e propósito.
E assim, em cada estudo, cada prática, cada erro e cada acerto, vou me tornando mais inteira, mais consciente, mais feliz.
