Antes de encontrar a Logosofia e escolhê-la como o caminho para guiar minha vida, não imaginava a possibilidade de viver em um novo mundo – o mundo de uma nova cultura, que necessariamente deveria começar a ser cultivada em mim, por mim e para o meu bem, para então poder estender-se gradualmente à humanidade.
E nem poderia imaginar que um dia viria a conhecer um verdadeiro mestre de sabedoria: Carlos Bernardo González Pecotche, cujo pseudônimo é Raumsol.. Autor da Logosofia, ele nos apresenta, por meio de uma corrente original de sentimentos e pensamentos elevados, uma ciência e um método que ensinam o grandioso conteúdo dos conceitos superiores para a vida. Esses preceitos da ciência logosófica constituem a base de uma nova cultura e de uma nova civilização para a humanidade.
A Logosofia caracteriza-se pelo novo: novos conceitos, novas possibilidades e a formação de uma nova individualidade e de uma nova conduta, permitindo que um novo ser, dentro de cada ser humano, surja entre as ruínas do antigo, dos velhos hábitos e das antigas limitações.
A Logosofia afirma que “sempre se caminhou para fora; caminhemos agora para dentro.” Seguindo essa diretriz indicada pelo método logosófico de “caminhar para dentro de mim mesma”, tenho desvendado esse mundo interno que, embora seja de essência metafísica, é tão real e palpável quanto a realidade do mundo físico.
Tenho descoberto sua arquitetura com vales, planícies, abismos, profundezas, montanhas ricas em tesouros inexplorados que antes desconhecia… Tenho também descoberto seus habitantes, os quais aprendi a conhecer não com os olhos físicos, mas com os olhos do meu entendimento: com minha inteligência e sensibilidade desenvolvidas e iluminadas pelo conhecimento logosófico.
Há toda uma gama de sentimentos e pensamentos coabitando em mim, e, por meio deles, posso me conhecer melhor. Hoje consigo discernir e conhecer esses habitantes, defini-los e nomeá-los. Este é o primeiro passo para organizar e dominar meu mundo interno, transformando-o em um “mundo próprio” através da minha consciência.
Nesse cultivo de mim mesma, tenho procurado observar atentamente minha realidade interna, relacionando-a aos grandes exemplos que também observo na Criação. A Natureza nos convida sempre a observá-la e a extrair dela seus maiores ensinamentos. Essa é uma realidade que tenho podido comprovar.
Recentemente, estando em um país de estações bem definidas, contemplei a natureza despertar após a passagem do inverno: o que parecia seco e sem vida revelou, de modo surpreendente, uma nova expressão de beleza e florescimento.
Que processo da Criação maravilhoso, mostrando-me que a vida estava presente ali, com todo o seu esplendor! Olhei para dentro de mim e estabeleci uma analogia com meu mundo interno, percebendo quanta atividade, vida e esperança podem existir dentro de mim, em todas as situações que eu vivo ou venha a viver, por mais difíceis que sejam. Há sempre a possibilidade de um novo ciclo, no qual a vida se manifesta com renovados estímulos para seguir adiante.
Conhecer tudo o que atua dentro de mim — como tenho aprendido com essa ciência de uma nova cultura interna — parece algo simples, mas possui uma grandeza extraordinária. É assim que tenho conseguido edificar uma nova vida e um destino melhor. Essa é uma realidade para mim e, um dia, será também para toda a humanidade.