Você já se perguntou sobre a diferença entre a aquisição do conhecimento teórico e a aplicação de conhecimentos na sua própria vida?
Por que há tanto conhecimento produzido e publicado no decorrer dos tempos e o ser humano não se desenvolveu internamente na mesma proporção?
Por que o contato com o conhecimento não implica necessariamente na aquisição de virtudes?
Não, essas indagações não surgiram logo no início do meu contato com a bibliografia logosófica. Pelo contrário, na minha trajetória, tive a oportunidade de ler vários livros dessa bibliografia muito antes de iniciar propriamente esses estudos.
Contudo, é fácil observar que mesmo pessoas ilustradas ou dotadas de memória poderosa citam com facilidade autores e obras, mas muitos ainda assim possuem – em maior ou menor grau – as mesmas deficiências que tantos outros seres, sem que o acervo adquirido por meio dos livros os converta, por isso, em pessoas melhores.
Comigo também aconteceu assim. Como leitora contumaz que era, os livros logosóficos me atraíram bastante. Recordo-me da identificação que sentia com as verdades – que eu intuía como tais – ali contidas, e também das inquietudes que me surgiam. Apesar disso, minhas primeiras leituras aconteciam da mesma forma que as demais que eu fazia até então, sem considerar o método próprio e original instituído pelo autor da Logosofia.
O que eu realmente queria com esse estudo? O que me atraía nos ensinamentos? Por que mantive essas leituras por tanto tempo antes de iniciar o estudo da Logosofia e ingressar na Fundação Logosófica?
Certamente, vários fatores – externos e internos – contribuíram para que meu namoro com a ciência logosófica fosse bastante prolongado. Mas um divisor de águas ocorreu quando ingressei nesta Escola de aperfeiçoamento humano.
Com a aplicação desse método, vamos pouco a pouco aprendendo a fazer ciência com a própria vida, investigando internamente as causas dos nossos desconfortos e travas. A aplicação do conhecimento à própria vida – “aplicar o que se estuda e estudar o que se aplica” – nos possibilita trabalhar com resultados, planejando e vivenciando experiências cada vez mais felizes.
O conhecimento logosófico promove no espírito humano um novo gênero de vida, que lhe proporciona enormes satisfações e lhe permite colocar seu entendimento muito acima da conduta corrente e das deficientes apreciações do temperamento comum.
Quando sou capaz de aplicar um conhecimento na minha vida, aí sim posso afirmar, com coerência, que ele faz parte do meu acervo. Caso contrário, se em vez de trazê-lo para a minha vida eu fico apenas embevecida com ele, não serei capaz de ativar as possibilidades de mudança que ele oferece, e minha vida em nada se transforma, permanecendo praticamente a mesma.
Se “a felicidade é outorgada através de pequenas porções de bem”, não devemos nos esforçar para partir da teoria em direção ao verdadeiro conhecimento, construindo e colhendo essa felicidade? A aplicação do método logosófico proporciona justamente isso: buscar a construção de um novo ser, aprimorando-nos com a aplicação de conhecimentos superiores na própria vida, de modo gradual, contínuo e progressivo. É um grande bem que fazemos a nós mesmos e que procuramos compartilhar com os demais.
Há, portanto, que agir e colocar mãos à obra!