González Pecotche, criador da Logosofia, revelou-me muitas coisas que eu desconhecia até tomar contato com seus ensinamentos. Mas vou me deter naquela que imediatamente mais me chamou atenção, talvez porque, de alguma forma, eu já a buscasse, embora ainda não soubesse como fazê-lo: queria ser um ser humano melhor.
Pergunto-me por que, se do ponto de vista social e econômico, eu havia realizado quase tudo o que se esperava de uma pessoa da minha faixa etária . Tinha formação superior, um trabalho estável, disponibilidade para férias e lazer. Enfim, não havia muito mais a realizar dentro daquilo que eu considerava um valor para a minha vida.
Então, o que faltava? O que eu precisava melhorar?
Na Conferência Sensibilidade, Razão e Consciência , que está no livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, p. 407, González Pecotche ensina:
Fui compreendendo que, para ser melhor, precisava conhecer a mim mesma, sem temor de me defrontar com todas as minhas características psicológicas, inclusive aquelas que procuro esconder, pois são justamente elas que, quando se manifestam de forma autônoma, revelam aspectos em mim que necessitam de atenção.
Aprendi, com o método logosófico, que as falhas psicológicas que afetam minha conduta precisam ser identificadas e neutralizadas, para que possam ser substituídas por virtudes que me levem a atuar de outro modo.
Não é simples promover essa mudança, porque essas características estão impressas em minha vida, vêm de longe e se expressam mesmo sem a minha autorização. Porém, quando consigo impedir que atuem, a alegria fortalece a convicção de que, sim, é possível ser melhor, desde que eu esteja atenta, tenha confiança no método e não me esqueça do propósito que me trouxe até aqui.
O contato com os ensinamentos de González Pecotche, tem me ajudado a assumir o protagonismo da minha vida em todos os seus âmbitos, dando a ela um conteúdo muito mais amplo do que aquele que eu conhecia até então.
