Será que o ser humano é constituído apenas de uma parte física, destinada a cumprir os ciclos materiais da vida?
Será que o único objetivo da vida é nascer, crescer, reproduzir-se e morrer? E, no meio desse ciclo, aprender, trabalhar, divertir-se e sofrer?
Será que o que diferencia o ser humano dos demais seres vivos é apenas a habilidade de superar o meio em que vive e criar mecanismos que garantam não só mais conforto, mas também um conhecimento capaz de dominar esses mecanismos?
Há séculos, há milênios, o ser humano vem se fazendo essas perguntas e parece que ainda está longe das respostas.
É fato notório que, desde as origens da humanidade, o homem busca uma conexão com algo maior que ele, algo que o transcenda e justifique sua existência na Terra. Para mim, esse questionamento essencial evidencia que existe em nós algo além desse aspecto material com o qual estamos em constante luta.
A Logosofia afirma que sim, existe algo além: o ser humano possui duas naturezas, a física e a espiritual. A física é o que conhecemos (ou achamos que conhecemos). Mas e a natureza espiritual? Como compreendê-la de forma que ela se constitua em um fator de equilíbrio para a minha vida física?
Venho compreendendo que a natureza espiritual, ou o espírito humano, é a parte imperecível que leva consigo tudo o que o ser humano foi capaz de realizar, todas as conquistas em prol de seu aperfeiçoamento.
Aliás, será que sinto minha vida física desequilibrada justamente pela falta de atenção à vida espiritual? E em que consistiria essa atenção?
A atenção à minha natureza espiritual não exige de mim grandes esforços ou renúncia à natureza material, mas um direcionamento da vida física de uma forma mais eficaz e equilibrada.
Hoje em dia, fala-se muito da necessidade de se estar presente. Mas como, exatamente, isso ocorrreria?
Com a Logosofia, tenho aprendido que essa presença de que tanto se fala acontece quando estou me observando, observando meus pensamentos e minhas atitudes, para superá-las. E superá-las significa ser um ser humano melhor a cada dia.
Por fim, essa conquista resulta naquilo que o ser humano busca desde tempos imemoriais: ser mais feliz.
Certamente, alguns poderão objetar que cada pessoa é feliz de um jeito. Sim, isso é verdade. Mas também é verdade que a felicidade surge em cada dificuldade ou obstáculo superado. Cada porção de bem que consigo alcançar vai me conduzindo a um estado cada vez maior de satisfação e realização interna. E também é verdade que cada conquista representa uma habilidade adquirida que, somando-se a outras, vai montando o grande quebra-cabeças da vida, compondo a imagem de um ser humano mais íntegro e consciente de sua responsabilidade como ser humano.
