Pedagogia Logosófica

A preguiça na adolescência

janeiro de 2026 - 2 min de leitura
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A preguiça na adolescência

janeiro de 2026 - 2 min de leitura

Ter a oportunidade de trabalhar com educação, mantendo contato diário com pais, alunos e professores, é uma experiência única para aprender muitas coisas. Recentemente, durante uma reunião com pais de adolescentes – que tinha mais o formato de uma conversa do que de uma a reunião formal  – chamou minha atenção a aflição de todos diante do tema da preguiça na adolescência.


Falta de vontade de estudar, indiferença frente às necessidades do lar, falta de iniciativa para resolver os próprios problemas e uma completa apatia e acomodamento foram alguns dos aspectos apontados, que têm preocupado tanto  os pais quanto os educadores.

 

Mas o que tem contribuído para a constância dessa situação nas famílias? Certamente não adianta culpar o mundo, as novas tecnologias ou as redes sociais.  Cabe a nós, como educadores,  refletirmos sobre nossas atitudes e nos perguntarmos: de que forma tenho favorecido a preguiça em meu filho? Tenho suavizado demais seus problemas, resolvendo para ele o que ele mesmo deveria enfrentar? Tenho exigido sua colaboração nas tarefas de casa, incentivando-o a cultivar responsabilidade e generosidade?

 

O adolescente é um ser em formação, daí a importância da atuação firme e precisa de pais e adultos. Ele precisa entender que a vida é uma luta constante, que vai formando nosso caráter, dando-nos condições de amadurecer, propiciando as conquistas e a superação em todas as  áreas da vida. As lutas ocorrem em todos os campos: na vida em família, no trabalho, na relação com os outros. Querer alcançar bens e realizações sem esforço é cair em uma perigosa ilusão, que impede a pessoa de caminhar.

 

A importância da família é enorme, principalmente quando valoriza e hierarquiza o estudo, favorecendo o adolescente  a se dedicar a ele com disciplina e gosto, reconhecendo-o como a tarefa mais valiosa de sua vida.

 

É fundamental também que o filho tenha obrigações dentro do lar, responsabilidades que exijam esforço. Dessa forma, ele se torna mais consciente e aprende a dar valor ao trabalho e às lutas dos pais, em vez de permanecer apenas na confortável posição de exigir tudo pronto.

 

Outra contribuição que podemos oferecer aos mais jovens é o estímulo para resolver seus pequenos problemas. Muitas vezes os pais “pulam na frente” e impedem que os filhos vivam os desafios naturais da vida. Isso acaba gerando inibição, acomodamento e até  inércia,  fatores extremamente prejudiciais em qualquer fase da vida.

 

Há muito o que se pode fazer para que nossos adolescentes e crianças fortaleçam sua vontade e vigor em relação à vida. Pequenas atitudes, quando realizadas com amor e consciência, certamente terão repercussão positiva na vida de nossos filhos.


Um pensamento de

 Daniela Tamberi Soares Moreira
Daniela Tamberi nasceu em Belo Horizonte-MG, é casada e possui 2 filhos. Estudou no Colégio Logosófico de Belo Horizonte e é graduada em Pedagogia pela UEMG. Estuda e é docente da Fundação Logosófica unidade Funcionários em Belo Horizonte desde 1990.

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