Sabemos que o autoconhecimento e o conhecimento de si mesmo constituem antigas aspirações do homem.
Sócrates, filósofo grego que viveu entre os anos 470a.C e 399a.C, pronunciou estas palavras: “Conhece-te a ti mesmo”, porém, não ensinou o homem a conhecer-se.
Carlos Bernardo González Pecotche, pensador e educador argentino, ao criar, em 1930, a ciência logosófica, com um método original, possibilitou penetrar na complexa estrutura psicológica e espiritual humana e chegar ao conhecimento de si mesmo.
Os conhecimentos logosóficos nos levam a tomar contato com a realidade do mundo interno, permitindo identificar nossos recursos mentais e sensíveis, começando pela própria mente, considerada o órgão promotor da vida psíquica e dos pensamentos, agentes naturais da vida do homem.
As faculdades mentais de pensar, observar, entender, imaginar, recordar etc., ao cumprirem suas funções, vão promovendo as mudanças internas de superação e a realização do processo de evolução consciente.
Um aspecto fundamental é identificar os pensamentos que temos na mente, classificando-os em bons e ruins, próprios ou alheios, elegendo os melhores, como honestidade, bondade e tolerância, e eliminando os negativos, que são as deficiências psicológicas, como a impaciência, o egoísmo, a falta de vontade, entre muitas outras.
Os recursos da sensibilidade, com suas faculdades de sentir, querer, amar, sofrer, agradecer etc., bem como os sentimentos, são outro aspecto relevante da psicologia humana. Quando atuamos com as faculdades sensíveis e cultivamos as virtudes, diminuímos as deficiências e fortalecemos nossos recursos internos, mentais e sensíveis.
Sinto que este labor de conhecimento de mim mesma é como um edifício em construção: vou superando as deficiências, que são como materiais ruins, e adquirindo pensamentos de índole superior, materiais de boa qualidade. Vou aprendendo a pensar por mim mesma, com liberdade, harmonizando o meu pensar, sentir e atuar, o que amplia e equilibra a minha vida e me faz mais feliz.
