Aperfeiçoamento

O que é melhor, as flores ou as pedras?

outubro de 2025 - 2 min de leitura
Aperfeiçoamento

O que é melhor, as flores ou as pedras?

outubro de 2025 - 2 min de leitura

Outro dia, fui surpreendida com um trecho do livro Bases para Sua Conduta, que explica que é melhor não nos deleitarmos com as flores do elogio, pois, ao recebermos uma crítica, ela nos parecerá uma pedra enorme. O trecho vinha  acompanhado de uma pergunta: o que é melhor, as flores ou as pedras? Respondi de imediato: as flores. Mas o autor do livro afirmou: as pedras são melhores, sem dúvida! No início, estranhei bastante essa resposta.

 

O que me fez mudar minha posição foi a explicação que veio em seguida: as flores nos adormecem e as pedras nos despertam. Custei a entender esse conselho. Mas, depois de muita reflexão , decidi dar-lhe crédito e comecei a ensaiá-lo na minha vida. E o que observei? Que, embora as pedras doessem no início, depois me  levavam a refletir que as observações feitas sobre mim tinham um fundo de verdade. Às vezes, eram observações bem sutis: um olhar, um gesto, uma palavra deixada no meio de uma conversa. Nesses momentos, comecei a olhar para dentro e buscar o que, em minha conduta, poderia estar provocando aqueles sinais de que algo não ia bem. E, para minha surpresa, encontrei muitos pontos que passei a tratar como objetos de aperfeiçoamento.

 

Depois de vários ensaios nesse sentido, compreendi, finalmente, que as críticas me ajudavam a conhecer-me melhor e a rever meus próprios juízos sobre mim mesma. E, à medida que eu mesma reconhecia que algo não estava bem dentro de mim, eu me tornava mais dócil à modelagem: se errei, poderia tentar corrigir-me – e isso acelerava meu processo. Mais adiante, encontrei outro trecho do mesmo livro, que sugeria que os erros poderiam servir de princípio para os acertos, desde que eu identificasse suas causas e trabalhasse nelas para acertar mais nas próximas vezes.  Essa compreensão reforçou ainda mais o valor das “pedras” para a minha evolução.


Um pensamento de

 Nadia Cabus Maaze
Nadia Maaze, aposentada, nascida em Recife, onde teve os primeiros contatos com a Logosofia. Docente da Fundação Logosófica na filial São Paulo desde 1976, quando fixou residência nesta cidade.

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