Autoconhecimento

O desconhecido mundo interno de cada um de nós

dezembro de 2025 - 2 min de leitura
Autoconhecimento

O desconhecido mundo interno de cada um de nós

dezembro de 2025 - 2 min de leitura

A vastidão do mundo interno me encanta e, ao mesmo tempo, me encabula. Vasto mundo, nas palavras de Drummond. Tão vasto e tão desconhecido…  Pensamentos e sentimentos: todos habitam esse mundo. 

Como viver uma vida sem dar importância – ou sequer se dar conta – de que existe dentro de nós um mundo a ser explorado, esquadrinhado e por cada um conhecido? Que riquezas há ocultas – e como acessá-las? 

E o que nos impede cada um de nós de realizar os melhores sonhos e aspirações?

 

Nossa cultura não tem favorecido o autoconhecimento. Apesar de, a princípio, podermos ter certa dificuldade em acessar nosso mundo interno, de conhecermos com propriedade nossas qualidades e nossas deficiências psicológicas, é interessante observar como a constatação dessa realidade nos outros é bem mais fácil. Aliás, imputar a outros possíveis erros nossos é bem mais cômodo do que nos colocarmos como sujeitos de tudo o que praticamos. Identificamos os defeitos alheios com intrigante rapidez, em contrapartida com a lentidão na identificação e aceitação dos nossos próprios. Já pensaram a que se deve isso?

 

Tal “facilidade” em enxergar as imperfeições alheias e deixar veladas as nossas acaba por comprometer o autoconhecimento, pois seguir sem tocar na própria ferida é uma forma cômoda de não arregaçar as mangas e pôr-se ao trabalho no combate às deficiências.

 

Utopia ou realidade?

 

É possível, de fato, fazer mudanças na própria psicologia? Não ser mais impaciente, ou tímido, ou deixar de ser intolerante, por exemplo?

 

Através dos estudos logosóficos, tenho aprendido a identificar minhas próprias deficiências. E, para a Logosofia, deficiências são “causas determinantes da incapacidade e impotência dos esforços humanos na procura do despertar consciente nas altas esferas do espírito”.

 

É uma verdadeira empreitada de reconhecimento e encontro comigo mesma – e, mais ainda, de procurar me lapidar conforme realmente pretendo ser. Todo o trabalho realizado é legitimado pelos resultados colhidos.

 

Os resultados sempre sinalizam se o caminho eleito é bom ou não. O ponto de partida deve ser o real, e não aquilo que imagino ser. E, observando o surgimento dos resultados, vou experimentando em mim mesma a necessidade de ajustes para me adequar ao método logosófico, quando necessário, sob pena de, não o fazendo, permitir que a ilusão se instale e invalide os meus bons propósitos.

Na luta diária por me conhecer – meus valores e minhas deficiências –, vou percebendo, pelos resultados, que é possível me conhecer. Não é utópico; é trabalhoso. Mas o autoconhecimento proposto pela Logosofia se baseia nos grandes conceitos que devem reger a vida e, aplicando-os no dia a dia, vou me conhecendo, melhorando, evoluindo.


Um pensamento de

 Raquel Tinoco Néris
Raquel Tinoco, servidora do TJMG, nasceu em Belo Horizonte, MG e cursou Direito na UFMG e Psicologia na PUCMG. Casada, possui 2 filhos. Estuda e é docente de Logosofia em Belo Horizonte desde 2008.

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