Autoconhecimento

O Cultivo Consciente de Virtudes

dezembro de 2020 - 2 min de leitura
Autoconhecimento

O Cultivo Consciente de Virtudes

dezembro de 2020 - 2 min de leitura

Eu tenho aprendido com a sabedoria logosófica que é indispensável a realização de um processo consciente para conhecer o que há dentro de nós mesmos. Ela tem me guiado a conhecer meus próprios defeitos e virtudes e ensinado, que se não se tem virtudes, é necessário criá-las, eliminando as deficiências caracterológicas.

Não é fácil reconhecer as próprias deficiências, porque, em geral, ninguém quer se enxergar defeituoso. Mas, se resisto a reconhecê-las e sou condescendente com elas, a própria vida se encarrega de me colocar diante delas e o resultado é o sofrimento e a solidão.

Se continuo a resistir, entro num ciclo de repetição desse sofrimento. Quanto mais resisto, mais sofro. Então, a única maneira de diminuir o sofrimento é fazer o esforço por manter uma constante vigilância sobre meus pensamentos. Enquanto vigio, vou alimentando os bons propósitos, reforçando o combate às deficiências. E com os recursos que o conhecimento logosófico me proporciona, cada vez mais vou alcançando maior consciência do que sou capaz de fazer de bem, de bom e de construtivo.

A alegria experimentada nesse exercício, vem fortalecendo minha confiança. Tenho constatado que, assim como uma deficiência desencadeia outra, uma virtude também reforça outra. Isso se potencializa com a atenção aos pensamentos que estão atuando no meu interno, enquanto cultivo conscientemente virtudes ao pensar, ao falar e ao agir. Nesse processo, percebo que não estou sozinha pois meu espírito se faz presente e me sinto mais forte.

As virtudes tornam a convivência com os semelhantes mais fácil e harmoniosa. Tenho aprendido que na convivência com os semelhantes podemos recolher os fragmentos que nos faltam para nos conectarmos ao Criador.

Com a pandemia, e a necessidade do isolamento social, fiquei cuidando de minha mãe com Alzheimer sozinha, o que me limitou bastante, impedindo até de estudar, como gostaria. Nesse período, minhas deficiências não foram “provocadas” pelas deficiências dos outros, e sim, pela limitação que a doença dela provocou em mim.

Por vezes, percebi pensamentos de cansaço e tédio me invadindo. E, então, escolher conscientemente exercitar o cultivo do afeto, da paciência, da tolerância, da bondade e da gratidão ao cuidar bem dela, me deu mais serenidade para poder atravessar esses momentos me sentindo feliz.


Um pensamento de

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