Mesmo sendo a adolescência uma fase linda, cheia de alegria, energia e vibração, por que existe a tendência de dar mais destaque às dificuldades e aos aspectos negativos?
É tão comum ouvir – e muitas vezes repetir – o famoso termo “aborrecente”, ou ainda apoiar alguém quando diz: “Que fase difícil…”
É natural que o adolescente experimente a necessidade de um retraimento ao tomar contato com os contrastes da realidade. Por enfrentar dificuldades em expor seu pensamento, ele vai diminuindo os comentários e as perguntas sobre o que observa, muitas vezes deixando de emitir sua opinião na frente dos adultos. Com o caráter em formação e o juízo ainda incipiente, em alguns momentos pode ser difícil para ele se comportar adequadamente. Por outro lado, é uma fase em que passa por lindas transformações, repleta de vitalidade e entusiasmo.
E o que nós, pais, educadores ou adultos que convivemos com os adolescentes, podemos fazer para ajudá-los a viver esta fase com alegria, determinação, responsabilidade e valentia?
É comum que o adolescente se envolva em situações delicadas ou, como eles mesmos dizem, em enrascadas.
Podemos sugerir como trabalhar com três perguntas que o próprio adolescente pode se fazer quando tiver dúvida sobre como agir:
Primeira: Eu faria isso na frente dos meus pais, dos meus professores ou de outro adulto que eu conheço?
Segunda: Sei quais consequências essa atitude pode gerar ou me trazer?
E a última: Estou preparado para arcar com as consequências?
Três perguntinhas poderosas que vão ajudar o adolescente a controlar sua impulsividade, cultivar a gratidão (um sentimento que muitas vezes funciona como defesa) e desenvolver as faculdades mentais de observar e refletir.
Essa prática também permite ao adolescente experimentar a verdadeira alegria de ter uma conduta única, onde quer que vá, despertando nele a vontade de querer ser bom e cada dia melhor.
Gostaram? Que tal colocarem em prática?
Quanto à juventude, faz-se imprescindível uma preparação que lhe permita enfrentar com inteligência e valentia as contingências da vida; em poucas palavras, o que a alma do jovem requer são estímulos sadios e nobres, como também raciocínios férteis sobre sua conduta e as perspectivas que, de acordo com ela, haverão de se abrir no futuro. (Coleção da Revista Logosofia – Tomo I, p. 106).
