Hoje em dia fica difícil saber de qual briga de torcidas estamos falando. É a briga da política? Do futebol? Tem sido difícil ver a diferença? E no meio dela, como saber me posicionar? Qual lado está certo? 

Começando pelos fatos, ambas as brigas vêm do mesmo lugar, as cores mudam e os argumentos permanecem — talvez por isso seja difícil diferenciá-las. Vêm da mente humana, onde ficam as ideologias, e onde habitam ideias que fazem de tudo para se manter e satisfazer sua própria vontade, como animais lutando pela sobrevivência na selva.  

Os pensamentos como entidades autônomas

Muitas vezes me via atuando como se fosse outra pessoa; parecia ter “outra” pessoa conduzindo meus movimentos e até mesmo a minha fala. Parecia um marionete e, depois, me arrependia. Passei várias vezes por essa situação, que até os psicólogos titubeiam para explicar. 

A Logosofia dá nome a essas ideias com vida própria de pensamentos. São pensamentos os que influenciam nossa vontade para o bem ou para o mal, como nesses momentos em que parecemos não ter autocontrole. 

De volta à briga de torcidas, diria que nunca foi tão difícil ter convicções como nos dias atuais. Em discussões acaloradas, ambos os lados têm certeza de que estão certos, reúnem argumentos e exemplos para provar, com as facilidades oferecidas pela internet, mesmo que ninguém saiba o motivo ou finalidade dessa disputa. Sua razão é mais importante que a razão dos demais. É o pensamento que quer ter razão, não cede. Por isso pula de uma mente para a outra nas redes sociais, buscando o terreno propício para fincar raízes e crescer.

Esse é o motivo de vermos os mesmos argumentos e exemplos em pessoas diferentes, que compartilham de uma mesma ideologia.  

Como fazer, então, para me portar bem e melhor? Primeiro, tenho entendido que é conhecer o maior ferramental cognitivo que tenho: os pensamentos que habitam minha mente. Dessa forma, posso escolher os que me fazem bem, expulsar os que me fazem mal e, inclusive, criar pensamentos próprios. É preciso aprender a pensar! Devo buscar na minha própria vida, e não no que os outros falam, aquilo que eu quero ter dentro de mim.  

Tenho entendido que não é preciso escolher nenhum lado. Posso criar meu próprio lado. Fugir das massas e ideologias para ter minhas próprias convicções pode me fazer mais livre. Como resultado, passo a confiar mais em mim mesmo, porque passo a ter mais consciência dos recursos que tenho e passo a enxergar minha capacidade real de viver e conviver enquanto trabalho por uma humanidade mais feliz. 

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