Mente

Como posso ser meu próprio super-herói

março de 2026 - 3 min de leitura
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Como posso ser meu próprio super-herói

março de 2026 - 3 min de leitura

Tenho recordações da minha infância sobre personagens de filmes e desenhos animados. O Super-homem e demais heróis fizeram parte da minha imaginação. Essas figuras tinham superpoderes, lutavam contra toda espécie de vilões, travavam duras batalhas, conseguiam vitórias e desfrutavam de suas conquistas junto a amigos ou seres queridos. Na Logosofia, aprendi sobre o processo de superação integral. Por meio do meu próprio processo, posso conquistar o superpoder do domínio dos próprios pensamentos. 

Aprendi que o conceito da palavra poder não está relacionado à dominação  nem a uma posição de autoridade, mas sim ao conhecimento que conquisto e que me permite alcançar os propósitos que almejo. Já o falso poder se refere a submeter os demais ou buscar reconhecimento movido pela vaidade. Aprendi que o verdadeiro poder, intimamente relacionado à própria inteligência, é uma força – seja física, moral ou espiritual – que deve ser utilizada para o bem.

Os heróis que via na infância salvavam cidades fictícias, por vezes o planeta inteiro ou até o universo. Eu, como herói da minha própria realidade, posso atuar para melhorar o ambiente familiar e o ambiente profissional.

        Certa vez, em um passeio com meu filho pequeno, ao me deparar com sua desobediência, fiquei irritado. Logo depois, atento a esse movimento interno, consciente de que ser ríspido não é a melhor forma de atuar e também da importante responsabilidade de formar o caráter infantil por meio de orientações conduzidas com inteligência, tive a oportunidade de me recolocar. A intolerância, a impaciência e a irritabilidade foram deixadas de lado e vencidas pela tolerância, pela paciência inteligente e por uma enérgica doçura. Muitas vezes, quando não estamos atentos aos nossos estados internos, tendemos a reagir com rispidez, em vez de conversar sobre o que fazer ou  orientar com calma, mostrando o sentido daquilo que foi pedido.

Em atividade profissional, realizei um esforço considerável. Posteriormente, a equipe decidiu não dar seguimento à atividade na qual dediquei tempo e esforço. A vaidade quase influenciou outros pensamentos semelhantes, que poderiam ter levado a uma reação negativa, mas consegui interromper esse impulso e refletir. Percebi o quanto o esforço foi valioso, o quanto contribuiu para o meu aprendizado e que a não utilização desse trabalho era, na verdade, um problema muito pequeno. No fim, dei razão aos colegas e não deixei isso me afetar, pois colhi os elementos positivos dessa experiência.

Em outra ocasião, ao tocar o despertador, veio à mente um pensamento  sugerindo que eu não precisava acordar cedo, que poderia descansar um pouco mais e deixar a atividade que havia planejado para outro momento. Atento a isso, consegui mobilizar minha vontade, levantei cedo e realizei o que havia me proposto para aquele dia.

 Essas são situações do cotidiano que representam batalhas internas. São pequenas superações que se ligam a algo muito grande: o esforço pelo próprio processo de evolução. O importante, ao refletir sobre essas lutas internas, é conectá-las ao motivo que me levam a enfrentá-las, pois nem sempre saio vitorioso. Há ocasiões, por exemplo, em que a irritabilidade   atua e a vaidade ameaça debilitar a minha vontade. 

 Que elementos utilizo para lutar? Essas questões são chaves para compreender melhor meu esforço no processo de superação individual. Nesse processo, consegui identificar alguns dos poderes que utilizo: reflexão, entendimento, razão, uso da função de pensar, observação, fortalecimento da vontade, tolerância, paciência inteligente e afeto.

Com o exercício e fortalecimento desses superpoderes, que representam o domínio dos pensamentos, forjo em mim um super-herói, um agente do bem capaz de combater o mal – os grandes vilões da ignorância e da incapacidade. As vitórias diárias que consigo alcançar me proporcionam pequenas porções de felicidade, permitem que eu sinta que governo minha própria mente nesses instantes e confirmam que estou seguindo na direção certa. 


Um pensamento de

 Fábio Junior Damacena
Fabio Damacena nasceu em Dois Vizinhos/PR, é casado e possui um filho. Graduado em ciências contábeis, possui MBA em data science & analytics e em gestão pública com ênfase no controle externo. Trabalha como auditor de controle externo. Estuda e é docente da Fundação Logosófica em Curitiba desde 2019.

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