Muitos amigos e conhecidos, ao saber que estudo, pratico e dedico uma boa parte de meu tempo à ciência Logosófica, costumam me perguntar:  

– “A Logosofia é uma religião?” 

– “A Logosofia é contra a religião?”

– “Se auto denominando uma ciência, por que a Logosofia fala tanto em Deus?”

Há 36 anos, quando conheci a Logosofia, eu não sabia como me declarar: ateu? agnóstico? Eu brincava que eu era ARogério. 

Sempre gostei muito de ler, estudar e tentar entender a origem e a explicação de tudo. Busquei muito as respostas para perguntas como:

As respostas dadas pelas religiões e filosofias, às quais recorri, não me agradaram, então, desisti de procurar. 

Um Deus que era onipotente, onisciente e onipresente, mas deixava tanta coisa errada acontecer. Um Deus vingativo, um povo escolhido, um intermediário salvador que redimiria a todos igualmente, independente da conduta de cada um etc. Nada disso era lógico para mim, e se eu tinha uma inteligência que me levava a procurar a lógica em tudo, era porque deveria usá-la

González Pecotche, autor da Logosofia, em um de seus livros, no “Curso de Iniciação Logosófica” – o primeiro que li – afirma que uma das causas da decadência da cultura vigente se devia ao fato de o homem não ter sido ensinado a compreender, amar e respeitar o autor da Criação. Mas, até então, eu sempre tinha ouvido falar que devia acreditar em Deus, que eu devia temer a Deus e que este era incompreensível. Seria possível amar e temer ao mesmo tempo? Crer e compreender são compatíveis? 

Para o pensamento logosófico, Deus é a imensidão, o eterno; é a Suprema Ciência da Sabedoria, que a mente humana pode descobrir em cada um dos processos do Universo estampados na natureza –processos exatos, ciência pura, perfeita, na qual o homem se inspira para criar a “sua” ciência. (Pecotche)

Me surpreendi muito positivamente com tal conceito, pois agora eu tinha em Deus um motivo de estudo, conhecimento e evolução e não um conceito estanque e imutável.  

E mais, alcanço este conhecimento através do conhecimento de mim mesmo, como uma parte de Sua Criação.  

É um conceito muito grandioso, mas aberto e disponível a qualquer mente que se disponha a estudá-lo. Não é limitante. 

É fácil? Simples?  

Não! 

Mas é muito prazeroso e altamente recompensador e lógico.  

Ao longo dos anos de estudo e prática desta ciência, pude comprovar inúmeras vezes que eu mesmo sou o responsável por meu destino, que de mim depende ser mais ou menos feliz, que eu mesmo devo ser meu próprio redentor. 

Se eu não conheço como e porque ajo de formas diferentes em ocasiões diferentes; se eu não entendo porque não consigo controlar certas reações de meu temperamento; se eu mesmo não sou capaz de me conhecer melhor; como posso querer compreender a Criação e o seu Criador? 

Poderiam me perguntar como você pode ter certeza de que existe um Criador? Que tudo não foi obra do acaso? E a teoria do Big Bang? 

Costumo pensar da seguinte forma: Se eu estivesse num foguete e aterrissasse em um outro planeta qualquer e, caminhando, encontrasse um relógio no chão. O que eu pensaria? Que neste planeta existia uma mola, dois ponteiros, uma pulseira, etc. e que estes elementos foram se combinando por acaso até formar um relógio ou que alguém o teria criado e que eu deveria procurar o criador e dono deste relógio? Qual pensamento é mais lógico para mim? 

Finalizando respondo às perguntas que fiz no início: A Logosofia é uma ciência humanista que nos convida a conhecer a nós mesmos e, através de um Processo de Evolução Consciente, nos aproximarmos de Deus pelo conhecimento

É uma nova forma de ver e conceber a vida.

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