Tenho refletido bastante sobre o que acontece comigo quando me deparo com a incerteza, especialmente quando cometo erros ou percebo que as coisas não estão acontecendo como eu imaginava. Ao entrar na vida adulta, repleta de escolhas a fazer e sem uma compreensão clara da minha responsabilidade diante delas, já me vi sem saber o que fazer e sofrendo ao me dar conta de que a realidade da vida nem sempre corresponde às ilusões e fantasias da infância.
Detectada a minha desorientação, o que então devo fazer para corrigir o rumo da minha vida? Tenho escutad ccom certa frequência que, na juventude, o jovem pode se equivocar bastante, pois os erros seriam naturais nessa fase da vida. Eu,porém, penso diferente e estou certa de que essa visão em nada favorece a formação do jovem. Pelo contrário, influencia negativamente, pois, agindo assim, o jovem tende a permanecer no erro, em vez de buscar, por si mesmo e em si, as causas e as soluções dos seus problemas. Essa maneira inconsequente de enxergar a juventude leva muitos seres a fortalecerem em si a insegurança e o medo em relação ao futuro.
Com os estudos que realizo na Fundação Logosófica, compreendo que a mente não cultivada é um terreno fértil à influência de ideias de outras mentes, fazendo com que o jovem perca facilmente o domínio sobre seus próprios pensamentos. Eis aí a causa da ansiedade que tanto atormenta a geração atual.
Eu mesma tinha receio de não conseguir ser uma boa profissional ao me formar e de não conseguir um emprego. Hoje já compreendo que esse temor se deu pelo fato de minha mente ser vulnerável e suscetível a se inclinar aos pensamentos de outras pessoas, como os de colegas da faculdade, que diziam ser muito difícil sobressair no mundo profissional, quase algo improvável.
Ao desenvolver defesas mentais que posso instituir em minha mente e em meu coração – necessárias para me manter alerta e preservar meus próprios pensamentos –, já consigo ser mais otimista em relação ao futuro, no sentido de avançar na minha profissão, desde que a ela me dedique. Ou seja, hoje sei que tenho todas as condições para me tornar um ser humano melhor e, por consequência, uma profissional competente, e que meu destino depende em grande parte dos meus acertos, por meio da minha conduta, pensamentos e palavras.
Frente a isso, se queremos construir um futuro melhor, com uma sociedade mais evoluída, principalmente no aspecto moral, é necessário orientar os jovens para que se tornem homens melhores no futuro. Mas como fazer isso? Penso que o primeiro passo seja educar a mente para buscar a verdade por meio da razão e da inteligência. Conceitos como “tempo”, “vida”, “pensamentos”, “felicidade”, “existência”, “destino” e tantos outros amplamente aceitos pelo mundo, na minha opinião, não contêm a verdade e devem ser repensados.
É inegável que, embora as escolas e faculdades sejam essenciais na vida dos jovens, não conseguem lhes transmitir esses novos conceitos nem tocar seus corações, de modo a prepará-los para viver uma vida com fins mais elevados. Portanto, para que mais jovens superem a ansiedade e o medo do futuro e, assim como eu, possam ter a oportunidade de ampliar suas vidas e forjar um novo destino, é fundamental que tenham acesso à Logosofia. Somente assim poderemos criar uma nova cultura, pois o futuro da humanidade depende da formação de sua juventude.
