Recentemente, ouvi duas pessoas conversando sobre um conhecido que havia falecido. Uma comentou com a outra: “Do pó viemos e ao pó voltaremos”. A outra prontamente concordou e complementou: “Não somos nada”.
Naquela noite, depois da conversa que escutei, sonhei com meus avós, ambos já não mais presentes no mundo físico. Questionei-me: para qual mundo vamos e de onde viemos? Será mesmo que é ao pó?
O Autor da Logosofia ensina que o homem foi criado pelo pensamento divino com o propósito de evoluir para a perfeição e constituir-se em um verdadeiro servidor da humanidade. Esse pensamento de Deus é algo grandioso. Se foi criado com esse fim tão nobre, poderá, em sua essência, após a passagem física, reduzir-se ao pó ou ao nada?
Deus, com Sua capacidade extraordinária, brinda-me com a oportunidade de também possuir mecanismos para me aperfeiçoar, os quais adquiro à medida que adquiro mais conhecimento. Compreendo que, se estou nesta existência, é por um motivo superior.
Se Deus me concedeu tão grande oportunidade, necessito ser digna dela.
Como fazer para ser digna durante a minha vida e ser recordada quando não estiver mais fisicamente presente? O sonho com aqueles familiares tão amados, somado aos estudos logosóficos, ampliou minha compreensão de que o que permanece vivo são as obras de bem que realizo e os pensamentos que deixo neste mundo.
Se eu deixar obras e pensamentos pequenos, reduzo-me ao pó; mas, se eu for condizente com o que Deus espera de mim, trilharei o caminho rumo à eternidade.
Deus espera que eu me supere, que, dia após dia, eu consiga ser melhor, tornando-me mais consciente dos meus atos e manifestações. A Logosofia ensina-me que conquisto isso através do conhecimento. Deus não espera que eu me reduza ao pó.
