Sentir algo bom, gostar de alguém, amar a vida, lembrar-se de pessoas e fatos felizes — quem não quer isso para si? Nos tempos tão difíceis que a humanidade vive, tenho valorizado mais cada pedacinho das coisas boas que me acontecem, ou que já me aconteceram na vida. Não são poucas. Se eu parar para pensar, tenho infinitamente mais momentos felizes do que tristes em minha trajetória.
Será que sou tão afortunada assim? Por que a vida sorri para mim? Aprendi com a Logosofia que os valores, as virtudes e boas atitudes devem ser cultivados se quisermos que nossa vida seja repleta de conquistas e felicidade. Aprendi também a dar nomes a muitos sentimentos, como: alegria, gratidão, afeto, respeito, generosidade, camaradagem, irmandade, amizade, dentre tantos outros.
Há coisas que recebemos da vida como que “de graça”, e delas precisamos cuidar muito para que não se percam. Há outras que precisamos lutar para conseguir. Uma e outra requerem empenho e constância para sermos cada vez mais merecedores delas.
Falando então dos sentimentos, para mim foi uma linda descoberta ver que o método logosófico me ensinava a manejá-los e a aumentar sua força poderosa em minha existência. Recordo bem de uma época em que eu acordava cansada, contando as “poucas” horas que eu tinha dormido naquela noite e pensando que preferiria ficar na cama. O pensamento de queixa por não poder descansar por mais tempo acompanhava-me por boa parte do dia, o que me deixava mal-humorada e me tornava uma má companhia.
Na época, li alguns textos de Logosofia que mostravam a importância da alegria de viver, de ser grato à vida, de não se queixar do trabalho e de valorizar a realização de esforços. Foram muitos elementos que, unidos a um exame detido na minha própria psicologia, terminaram por me mover a fazer novas escolhas no meu dia a dia e na minha vida.
Melhor ainda foi aprender que, para ser realmente feliz, eu preciso compartilhar minhas vitórias com os seres à minha volta, repartindo um pouco deste bem imaterial. Compreendi que o altruísmo anda junto com a alegria, o amor, a esperança e a confiança no futuro.
Saber o que é preciso para ser feliz não faz a minha vida ser um “mar de rosas”. Doce ilusão! Por outro lado, os esforços e lutas são também parte da felicidade: são o caminho para se chegar a pequenas e grandes conquistas. Hoje eu sei que a felicidade é um estado que precisa de muitos sentimentos e porções de bem para ser permanente.
