A vida humana apresenta um amplo panorama que, à primeira vista, é difícil de entender. Diariamente ocorrem fatos aparentemente sem explicação, que geram não poucas inquietudes e conduzem os seres à ansiedade, ao temor e à desorientação, diante da incapacidade de encontrar sentido.
Vou exemplificar algumas inquietudes que já me causaram muito desassossego ao observar fatos ocorridos com outros seres: E se um raio cair na minha cabeça? E se eu fizer uma viagem aérea e o avião cair? E se, ao viajar numa rodovia, uma carreta se chocar com o meu carro? Fulano foi covardemente assassinado, aparentemente sem explicação lógica!
Então surge aquela inquietante pergunta: Se isso aconteceu com os outros, pode acontecer também comigo? Mas como saber, com certeza, que essas tragédias não me atingirão? Que tipo de conhecimento poderia esclarecer essas dúvidas terríveis e proporcionar segurança para viver de forma confiante e sem temor?
Que bom seria se existisse um conhecimento capaz de eliminar todas essas angustiantes dúvidas e de ensinar como se precaver contra tantos perigos que ameaçam continuamente a vida!
Certo dia, li em um livro da bibliografia logosófica, um trecho que parecia explicar aquelas inquietudes tão difíceis de esclarecer. Dizia o seguinte:
Mais à frente, o esclarecimento se completava em um capítulo denominado Leis Universais, no qual se demonstrava que essa lógica superior e inalterável regia todos os movimentos do Universo, incluindo os do ser humano, e que tais Leis eram a Vontade Expressa do Criador, sendo imutáveis por constituírem os pilares da Criação.
Entre as tantas Leis citadas naquele capítulo, mencionarei apenas algumas, por estarem mais estreitamente vinculadas ao assunto tratado aqui: a Lei de Causa e Efeito, que determina que o acaso não existe, pois tudo ocorre de acordo com a causalidade. Isso quer dizer que tudo o que acontece no Universo tem uma causa, geralmente oculta, por se encontrar no mundo mental, enquanto os efeitos dessa causa aparecem no mundo físico. Daí a origem de tantas incompreensões ao julgar os efeitos sem conhecer as causas.
Outra Lei é a de Herança revelada pela Logosofia, que, resumidamente, estabelece que cada um herda de si mesmo, ou seja, herda as consequências de tudo o que faz ou deixa de fazer. Assim, quem semeia o bem colherá o bem; quem semeia o mal colherá o mal. Quem trabalha receberá sua retribuição; quem não trabalha arcará as consequências de sua inércia.
Não se pode deixar de citar a Lei de Lógica, pois ela também rege tudo o que existe. Assim, é prudente desconfiar de tudo o que contraria essa Lei, uma vez que ela define as fronteiras entre o que é real e o que é fictício. Aqui é bom destacar que grande parte da humanidade prefere a fantasia e a ilusão, produtos da imaginação, por se apresentarem de forma fácil, atrativa e sedutora, enquanto a realidade costuma se mostrar dura e desprovida dos artifícios das ilusões.
Posso afirmar que, depois de estudar as Leis Universais, aquelas inquietudes expostas no início praticamente desapareceram da minha mente, dando lugar a uma confiança absoluta no Pensamento Universal, que governa a Criação com a infinita sabedoria de Suas Leis.
