Há momentos em nossa vida em que parece que Deus está testando nossas forças. Algo em nosso interno sugere que estamos sendo castigados por alguma coisa, e o conhecido jargão surge quase de forma automática — o que foi que eu fiz para merecer isso? — diante de uma dificuldade cotidiana.
Muitas vezes adotei essa postura – que, diga-se de passagem, é um tanto vitimista, já que é mais fácil pensar assim. Exercer a autorresponsabilidade exige esforço físico e mental. Mudar dessa posição vitimista e sofredora para uma posição corretiva e reta, na qual chamamos a responsabilidade para nós, é uma grande missão; muitos conceitos precisam ser revistos para que isso ocorra.
Tive a felicidade, no cumprimento dessa nobre missão, de contar com conhecimentos ao mesmo tempo simples e elevados. Simples porque se revelam na própria Criação, ao alcance de todos os que se dispõem a observá-los, e que a Logosofia ensina de forma muito clara. Elevados porque, ao compreendermos a origem desses conhecimentos e sua ligação íntima com o Criador, reconhecemos neles a manifestação do pensamento original, o que nos permite uma conexão verdadeiramente sublime com Deus.
A grande transformação que esse conhecimento das leis universais me proporcionou foi a compreensão de que tudo, absolutamente tudo, se manifesta pela atuação dessas leis. Elas são como o código-fonte que Deus deixou a Seus filhos na Terra para reger toda a Criação, em todos os seus processos. Logo, se eu estou vivendo e caminhando alinhado com esse mecanismo universal, colherei, mais cedo ou mais tarde, os frutos positivos desse sistema; entretanto, se infringir alguma lei universal, certamente as consequências também se manifestarão, cedo ou tarde, em minha vida.
Dessa forma, sei que sou o único responsável por tudo o que me ocorre — de bom e de ruim — e passo a olhar para cada dificuldade que vivo não como um castigo divino, mas como um aviso, uma oportunidade clara de perceber o preciso mudar. É uma grande oportunidade, com um único propósito em minha vida: que eu evolua e supere essa dificuldade, para que ela não volte a ocorrer. Assim, as dificuldades passam a ser vistas como uma alavanca evolutiva, e nossa vida fica muito mais leve.
Eu penso que esse é o grande motivo pelo qual estamos aqui: para evoluir como seres humanos e como espírito, aproximando-nos, cada vez mais, de Deus por meio do conhecimento. Pois, se Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, é lógico pensar que, quanto mais nos conhecemos, mais nos aproximamos desse pensamento original e, consequentemente, do Criador.
