Comportamento

Livre-arbítrio

fevereiro de 2026 - 3 min de leitura
Comportamento

Livre-arbítrio

fevereiro de 2026 - 3 min de leitura

1º – O livre-arbítrio existe em proporção direta ao conhecimento que o homem possui e ao grau de domínio que alcance sobre si mesmo. 

2º – Todos os seres humanos gozam de livre-arbítrio; porém, este é reduzido ou ampliado conforme o uso que fazem de suas aptidões e de seus conhecimentos. 

3º – O livre-arbítrio manifesta-se no homem gradualmente, à medida que aumentam suas possibilidades de expansão mental e se consolida sua posição interna. 

Da Sabedoria Logosófica

Muito se tem ouvido falar de liberdade de expressão pelo mundo afora, invocando-se as mais diferentes causas e visando os mais diversos propósitos.

Ante tamanha balbúrdia, os seres indefesos que não conseguem pensar por si mesmos, seja por não terem alcançado suficiente maturidade, seja por não terem sido ensinados a fazê-lo, são jogados como mariscos nas rochas ao sabor das diferentes ondas ideológicas que disputam espaço no mundo.

Que liberdade pode ter aquele que não consegue exercitar livremente a faculdade mental da reflexão para orientar minimamente suas escolhas, seja para o bem ou para o mal?

O livre-arbítrio está diretamente relacionado com o exercício da vontade, que a Logosofia define no livro Deficiências e Propensões do Ser Humano (p. 36) como:

a força psíquica que move as energias humanas e põe em atividade as determinações da inteligência para o bem, defesa e superação do indivíduo.

A partir dessa definição, de quem é a liberdade que leva um ser a atuar para o mal? É a própria liberdade do indivíduo ou a daquele que se beneficia com o mal que sua vontade subordinada realiza?

Para a Logosofia, o exercício do livre-arbítrio depende da posse de conhecimentos que fundamentem uma capacidade intelectual, moral e espiritual inquestionável, bem como do domínio que o indivíduo tenha sobre  as próprias possibilidades.

O arbítrio é definido filosoficamente como a “possibilidade de escolha”. 

Que escolha tem quem se guia apenas pela opinião alheia, representativa da corrente de pensamento predominante no momento, sem avaliar todas as demais formas de pensar e de sentir? Se arbítrio é a possibilidade de escolha, o livre-arbítrio é o exercício dessa escolha sem submissão a qualquer forma de dominação intelectual, política ou social.

Tal exercício, naturalmente, não está no campo de ação de quem foi submetido a um adestramento rígido, moldado para modelar em série integrantes de imensos rebanhos que são guiados sem saber para onde estão sendo conduzidos.

Mas como adquirir uma condição de verdadeira liberdade que possa representar o real exercício do livre-arbítrio?

Para se chegar a essa condição, é necessário ter conhecimentos reais sobre si mesmo, sobre o Universo e sobre as leis que regem tanto o Universo quanto o próprio ser humano; além de um domínio completo dos próprios recursos, para exercer uma vontade capaz de dirigir as determinações da inteligência para o bem, para a defesa e superação de si mesmo.

Tais conhecimentos só tenho conseguido alcançar com o estudo e a prática do saber logosófico, que, ao me levar a penetrar em meu mundo interno e  a assumir o exercício e controle dos fabulosos recursos mentais e sensíveis que essa dimensão psicológica encerra, permite-me ser dono e senhor de meus atos e palavras, exercitando o verdadeiro livre-arbítrio.


Um pensamento de

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