As grandes realizações sempre foram precedidas de decisão firme e muita abnegação. Não tenho dúvidas de que esta é uma característica e uma capacidade do ser humano, e isso pode ser observado em uma infinidade de coisas realizadas até aqui. Parece ser a fórmula das grandes realizações.
Da mesma forma, para efetuar a extraordinária realização do processo de evolução consciente que a Logosofia coloca em minhas mãos como possibilidade de alcançar o arquétipo humano – aquele que constitui o motivo da minha existência como ser humano – é preciso estabelecer em minha mente um pensamento que comande minhas atuações em direção a esse objetivo.
O pensamento-autoridade será, daí em diante, o representante direto da consciência e aquele que, encarnando as aspirações e decisões do ser, manterá a ordem, apesar das argumentações da dúvida, da impaciência e da resistência dos velhos hábitos… (Logosofia, Ciência e Método, p.68)
Não se trata de ser bom ou ser melhor somente para atender a algo ou alguém ao meu redor que exige essa condição. Ao contrário, essa vontade de me aperfeiçoar deve responder a uma necessidade interna que preciso substituir, pouco a pouco, por estímulos próprios, gerados pelos pequenos acertos no caminho desse aperfeiçoamento. Compreendo que esta é a missão e o motivo da minha existência.
No entanto, como quase tudo em minha vida foi sendo feito de forma inconsciente, respondendo apenas às necessidades, agora o que estou me propondo a realizar requer a participação da consciência; requer uma realização metódica, pois abarca a vida toda e, nesse arcabouço, entram em jogo todos os recursos que possuo em minha constituição bio-psico-espiritual.
Tendo o arquétipo como ponto de partida e a instituição do pensamento-autoridade como um grande auxiliar, é preciso algo mais: é preciso elaborar, como em todas as grandes obras, um plano de realizações pessoais, e isto me permitirá lançar mãos à obra.
Os grandes feitos e obras deixados pelos seres que nos precederam sempre contiveram essas características determinantes: o empenho, o esforço e a constância, traduzidas em dedicação, trabalho e grandes resultados.
Se, em todas as obras, esses elementos são fundamentais, por que não o seriam na edificação da obra da própria vida?
