Durante boa parte da minha vida, despertou-me a atenção aquelas pessoas que parecem ter um propósito claro e inabalável; aquelas que não se perdem no meio do caminho e seguem firmes, mesmo diante das dificuldades. Sempre admirei profundamente essa característica nos seres humanos e ainda a admiro.
Li algumas biografias de seres com essa capacidade, para tentar entender como conseguiam isso. O que mais me fascinava não era apenas o que essas pessoas conquistavam, mas a força interior que demonstravam para seguir adiante, mesmo quando o mundo parecia empurrá-las na direção contrária.
Mas não foram somente as figuras públicas que despertaram minha atenção. Pessoas comuns – colegas, amigos, familiares – também apresentavam traços com essas características. Aqueles que acordam cedo para correr, que saem direto da faculdade para ir à academia, que colocam a própria rotina a serviço de um ideal… Todos eles, de alguma forma, me faziam refletir: de onde vem essa força?
Foi com os estudos logosóficos que comecei a encontrar algumas respostas. A Logosofia me apresentou a realidade do mundo mental – o mundo onde atuam os pensamentos. Ela afirma “serem entidades psicológicas que se geram na mente humana, onde se desenvolvem e ainda alcançam vida própria”, que nos pensamentos está a causa de tudo, e que ao mudarmos os pensamentos, mudamos a vida e, consequentemente, o próprio destino. Mas o melhor é que a Logosofia nos capacita a identificar os pensamentos, conhecê-los, selecioná-los e até criar novos, que nos ajudem a construir, a crescer e a ser mais conscientes das escolhas que fazemos.
Estou compreendendo que a vida deve ter um pensamento central, que oriente todos os demais – é o pensamento de aproveitar todas as oportunidades para me superar, em todos os aspectos que formam a minha vida . A Logosofia o chama de “pensamento-autoridade”. É o pensamento que vai me fazer ser disciplinado e não desistir dos objetivos que planejei, como nos exemplos que citei anteriormente? Sim. Contudo, não é somente isso, não serve apenas para reger uma conduta ou um aspecto da minha vida, mas para me tornar o autêntico representante das minhas aspirações, encaminhando-me para a realização de um processo de evolução consciente.
Assim, sigo descobrindo que a verdadeira força vem de dentro — do esforço constante de conhecer a mim mesmo e de transformar cada pensamento em um aliado da minha própria construção.
