Quando me jogo sobre um sofá e me deixo levar pelos encantos da envolvente faculdade de imaginar, flutuo no espaço, fico fora da realidade e, ainda pior, a minha vontade fica totalmente paralisada.

Isso acontece quando sou conduzido por pensamentos de inércia que se sobrepõem à minha vontade. E é esta que sempre me faz ser ativo, dinâmico e feliz pela sensação de equilíbrio que o movimento me proporciona quando penso e sinto.

Para evitar situações assim, estou acostumando minha vontade a permanecer em constante atividade, incentivada pelo meu objetivo de superação e de me tornar um ser melhor, para que possa enfrentar, com vontade e entusiasmo, as lutas nesse campo experimental que é a vida.

Recordo que, quando tinha que enfrentar algumas situações sob pressão, eu não gostava e reagia, mas aceitava cumpri-las — mesmo contrariando à minha vontade. Depois, refletindo com tempo e tranquilidade, procurava encontrar internamente um elemento que me mostrasse como me adaptar a essas situações que, eventualmente, podem ocorrer com qualquer um.

Tenho me saído razoavelmente bem ao me deparar com esse tipo de problema, atuando com boa vontade, pois, fazendo as coisas com verdadeiro gosto, minha vida fica muito melhor!

Mas, para que isso aconteça, preciso de muita dedicação e de domínio sobre certos pensamentos.

González Pecotche, criador da Logosofia, ensina:

Vontade é a força psíquica que move as energias humanas e põe em atividade as determinações da inteligência para o bem, defesa e superação do indivíduo.

Quando, por exemplo, depois de um dia cheio, carregado de situações que exigiam que eu pensasse com responsabilidade em decisões que fossem as melhores, eu me sentia exausto. Então, à noite, na tranquilidade do meu lar, refletindo sobre os movimentos do dia, eu me dava conta de que tinha me deixado levar pelo pensamento de inércia, em vez de ter atuado com o pensamento logosófico que ensina que a livre expressão da vontade, como força, é capaz de vencer as resistências e resolver as situações complicadas.

Apesar de ter aprendido como atuar, ainda luto muito para que minha vontade se manifeste com liberdade, selecionando pensamentos e sentimentos de valor que estimulem meu desenvolvimento pessoal.

Portando, o segredo reside em fazer essa boa seleção para não ficar à mercê, ou ao capricho, de agentes estranhos e alheios ao meu conhecimento e nem ficar preso ao hábito antigo da inércia, esperando que tudo se resolva por si só.

Minha postura como investigador desse meu mundo interno tem sido a de manter claro meu objetivo de superação, realizando meu processo de evolução com consciência e vontade firme, não me deixando levar pela imaginação — que tenta me atrair com a ilusão de realizações inalcançáveis.

Dedico horas aos meus estudos e o faço com a alegria e o prazer que frutificam da vontade que brota do meu interno sentir. Tenho lutado e vencido os momentos de inércia, cumprindo com firmeza todos os meus compromissos de horário para estudo, mantendo meus objetivos claros, selecionando temas e ensinamentos que possam ficar gravados em minha consciência — na forma de conhecimentos que resultem da aplicação em minha vida de tudo o que aprendi.

Ao estudar sobre o tempo, por exemplo, mantenho minha vontade ativa na busca dos elementos logosóficos que me levem a compreender o enorme valor do tempo. Seguindo mais além no meu propósito de superação, procuro fazer com que o resultado do conhecimento que estou praticando dure o máximo possível, prolongando-se em minha vida. Penso que assim estou valorizando o tempo que dedico a cada coisa que faço.

O esforço é uma manifestação da vontade e é, ao mesmo tempo, um recurso da mente; é, pois, o esforço uma força em ação. Gonzalez Pecotche

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