Família

Entre estudos e afeto, a construção da família

janeiro de 2026 - 3 min de leitura
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Entre estudos e afeto, a construção da família

janeiro de 2026 - 3 min de leitura

Já pensou na maravilha que é se preparar, desde jovem, para a chegada de um filho?

Desde que iniciei meus estudos logosóficos na juventude, ainda durante o namoro com o meu marido, começamos a pensar e a planejar o futuro e a família que queríamos formar. Participamos de muitos cursos para pais, palestras sobre educação de filhos e outras atividades relacionadas. Atualmente, faço parte de um grupo de estudo sobre educação de filhos voltado para a adolescência, o que tem me ajudado muito na convivência e orientação dos meus filhos. 

Já vivi muitas experiências planejadas, mas, na maioria das vezes, preciso atuar de imediato, valendo-me dos recursos que já tenho. Por isso, estudar, munir-me de elementos, cultivar pensamentos pensados e conhecer a experiência de outros pais me ajuda muito na minha atuação diária como mãe de três

Certo dia, tivemos uma conversa bem acalorada com um dos nossos filhos. Fomos dormir agitados – nós três: meu marido, nosso filho e eu. Mas sabíamos que aquele não era o momento de continuar a conversa; precisávamos esfriar a cabeça e mudar os pensamentos. 

No dia seguinte, nosso filho acordou um pouco mais calmo, embora ainda longe de estar 100%. Voltamos ao assunto e ele começou a chorar. Ficou agitado e disse que não queria ir para a escola daquele jeito. Eu saí de casa levando nosso outro filho, pois naquele dia eu tinha atividade na Fundação Logosófica às 7h10. Quando estava na porta, meu telefone tocou. Era o nosso filho. 

– Oi, mãe, onde você está?

– Estou na porta da escola. Tenho reunião hoje. Por quê?

– Nada não, mãe

– Filho, pode falar. O que foi?

– Nada não, mãe, pode deixar. Beijos

– Beijos

E desligamos o telefone. Quem tem filho adolescente sabe que o “nada não” tem muita coisa. Em frações de segundos, meus pensamentos me diziam: tenho uma reunião agora sobre educação de filhos, que é importante, e já estou na porta da escola. Mas o que é mais importante: estudar sobre a educação do meu filho ou atendê-lo no momento em que ele precisa? Voltei para casa imediatamente. Moro a cinco minutos da escola e rapidamente cheguei em casa. 

Meu filho estava deitado no sofá, e eu me deitei ao seu lado, abraçando-o. Ficamos ali em silêncio por por cerca de 30 minutos. Fiz cafuné e dei muitos beijos, mas não falamos nada. Quando se aproximou o horário da segunda aula, falei com ele para se levantar e se arrumar para ir à escola. Ele estava mais tranquilo. Fomos caminhando e conversando até lá. Voltei para casa e comecei a trabalhar, ainda com agitação interna e pensando em como ajudá-lo. 

Meu filho chegou da escola um pouco mais cedo, bem mais tranquilo, e veio direto falar comigo:

– Mãe, não precisava você ter voltado para casa e perdido sua reunião.

– Filho, a reunião era sobre educação de filhos e me ajuda e me faz muito bem. Mas, naquele momento, você precisava de mim, e isso é o mais importante.

Nos abraçamos forte e choramos juntos. Mais uma vez, disse a ele o quanto o amo e o  quanto quero o seu bem. Expliquei que, mesmo que naquele momento parecesse que a decisão que tomamos não era a melhor, no futuro ele compreenderia.

Iniciamos uma conversa profunda, em um momento oportuno, em que ele estava receptivo para ouvir o que eu tinha a dizer, e vivemos um momento muito feliz.

O que ficou para mim dessa experiência foi a oportunidade de me munir de elementos,  pensamentos e sentimentos, sempre orientada pelos valores que tenho e quero transmitir aos meus filhos. Aprendi também que preciso sempre estar pronta, preparada e atenta às oportunidades que se apresentam de conversar e oferecer carinho.

A amizade - símbolo de irmanação leal dos espíritos - que no lar se nutre no amor ou no afeto, quantas vezes sofre o descuido daqueles que depois buscam, sem encontrar nunca, a causa de suas desavenças e até de seus afastamentos. É que a atenção deve ser cultivada sem afetação, fazendo com que esse traço gentil, que tanto atrai e obriga, se produza naturalmente.
Introdução ao Conhecimento Logosófico

Introdução ao Conhecimento Logosófico

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Um pensamento de

 Caroline Villaça
Caroline é casada, tem 3 filhos e é consultora financeira. Gosta de nadar, de ler e de cozinhar para a família. Iniciou seus estudos de Logosofia em 1997 e desde então tem aprendido muito sobre si mesma para se aperfeiçoar.

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