Autoconhecimento

Como conquistar a confiança em si mesmo

junho de 2025 - 3 min de leitura
Autoconhecimento

Como conquistar a confiança em si mesmo

junho de 2025 - 3 min de leitura

Há um tempo atrás, um dos meus filhos adolescentes veio com a seguinte pergunta:

“Mãe, como posso ter mais confiança em mim mesmo? ”

Naquele momento, voltei ao tempo em que eu tinha a idade dele e localizei um pensamento negativo, enquistado na mente da adolescente que fui, que exercia forte pressão sobre a minha vida: a inibição. Recordo que era inibida para fazer novas amizades, para apresentar um trabalho frente aos colegas de classe, e também na modalidade esportiva que eu treinava. Sempre me achava com menos habilidade que as outras atletas, sentindo-me sem confiança em mim mesma.

Diante do olhar inquieto do meu filho, fui manifestando a ele como fui superando essa falha e a maneira que encontrei para me corrigir e afastar da minha mente aquele pensamento que debilitava tanto o meu ânimo.

Os estudos logosóficos proporcionam-me muitos recursos que colaboram na condução do processo educativo dos meus filhos, e, no caso específico desse filho, transmiti que podemos combater os sintomas desse complexo de temor, vergonha e covardia que é a inibição, ou impedir sua aparição. Fui fazendo perguntas a ele, como: quando você sente a falta de confiança? Ela aparece com frequência?

Ele respondeu que ficava inseguro antes de receber a convocação para os jogos de campeonatos que iria disputar, pensando que não seria chamado, e, quando era chamado, sentia medo de cometer erros durante o jogo e prejudicar sua equipe; também relatou que sentia medo de não ir bem nas apresentações de trabalhos e provas escolares.

Como mãe e educadora, senti uma grande responsabilidade e oportunidade de colaborar com meu filho para a construção desse grande valor que é a confiança em si mesmo.

Usei a imagem analógica de um mar com ondas grandes e, como ele gosta de surfar com o pai e o irmão, levei-o a observar quantas vezes entrou no mar e enfrentou o temor, quanta valentia ele cultivava, quanta força, tanto física quanto mental, eram necessárias para lhe acompanhar naquela situação.

Perguntei-lhe quais pensamentos tinha quando entrava no mar. Ele respondeu que eram pensamentos de coragem, de entusiasmo, de alegria por estar ali com o pai e o irmão.

Então, disse-lhe que esses são os pensamentos que ele poderia selecionar para ensaiar novas atuações mais positivas e acertadas naquelas outras situações de sua vida, afastando o pensamento que não é amigo — o da inibição, o da falta de confiança.

Como estímulo natural e positivo, cada vez que ele tem alguma atividade avaliativa, eu falo para ele: você leu, estudou, esforçou-se, você está preparado, chame os melhores pensamentos e confie em você!

Da mesma forma, quando tem jogo de campeonato, recordo junto com ele dos seus treinos diários, realizados com tanta dedicação, e animo-o para que, quando entre em quadra, faça o seu melhor.

Tenho observado que é um processo gradual e constante, que as correções devem ser formativas, construtivas, mostrando ao meu filho que ele pode superar essa característica que estava nublando sua mente, promovendo uma mudança em sua conduta e que ele pode fazer o sol brilhar em sua vida.


Um pensamento de

 Vanessa Marcarini Frasson
Vanessa Marcarini Frasson, farmacêutica magistral, nasceu em Guaramirim-SC, esposa e mãe de 2 filhos, estudante e docente da Fundação Logosófica de Jaraguá do Sul desde 2003.

Você também pode gostar

Autoconhecimento

A mudança de perspectiva sobre a vida

Desde muito cedo podemos experimentar a sensação de que a vida é algo superior ou que nos reserva algo mais. O tempo passa e muitas vezes ficamos com a sensação de que uma parte passa junto com o...

Autoconhecimento

Quando o Mundo Reflete Quem Somos por Dentro

Por que certas situações se repetem em nossa vida? O que faz com que obstáculos, relacionamentos e experiências externas pareçam responder, quase como um eco, ao estado interno em que nos encontr...

Autoconhecimento

Quem manda em mim?

Você já se sentiu um forasteiro dentro de si mesmo? Como se estivesse ali agindo, falando, mas na verdade, não é sua verdadeira vontade.