Desde muito jovem, senti-me atraída pelo estudo de idiomas. Sentia-me instigada a aprender línguas e, com isso, as correspondentes culturas também despertavam meu interesse, chegando, em alguns momentos, uma certa familiaridade. Até hoje, sinto grande prazer em aprender palavras novas e em revisitar antigas lições.
Mas o que mais me surpreende e me desafia é o estudo da linguagem do Criador. Pelo livre-arbítrio, posso agir como quiser; porém, agir em conformidade com a leis que regem o universo me concede a prerrogativa de permanecer sob o manto da proteção dessas mesmas leis, já que, ao não as infringir, não atraio sobre mim as correções que elas oferecem a quem quer que se encontre em situação semelhante. As leis dos homens, inspiradas nas leis universais, não são tão justas nem tão magnânimas como as do universo; porém, em contrapartida, posso consultá-las nos códigos escritos. O Código de Hamurabi, que remonta ao século XVIII a.C., é talvez a legislação mais antiga de que se tem conhecimento entre as leis dos homens. Mais antigas do que tudo, porém, são as leis que regem a Criação, estando o tempo – uma dessas Leis – presente desde o instante inicial da criação do universo.
Por que é tão difícil decifrar a linguagem do Criador?
Em pleno século XXI, compreendemos as línguas faladas, as escritas, a linguagem dos sinais e linguagem de programação, entre tantas outras. Mas o estudo das leis universais – o que significam e como impactam nossa vida – ainda não é verdadeiramente dominado.
Conhecer essas Leis é aproximar-se do Criador e compreender qual percurso e quais escolhas devo realizar para não as desacatar. Os processos da natureza e os processos aos quais se submetem os homens são regidos pelas leis universais. Nos estudos logosóficos, tenho aprendido que, aplicando o método logosófico, buscarei tornar-me mais consciente, favorecendo o processo de evolução consciente. Procurarei evitar infringir essas leis, pois, uma vez não sendo violadas, não atrairão sobre mim as sanções que dela decorrem.
Ao ilustrar o ser humano sobre o mecanismo das leis universais, a Logosofia lhe permite ajustar sua vida à realidade que elas determinam e livrar-se do vazio e da opressão moral causados pelo desconhecimento dessas leis.
Não é sem razão que todos dispomos de um mecanismo complexo e perfeito de inteligência, capaz de se desenvolver, aprender e conhecer um pouco mais a cada dia. E quem não prefere a segurança do conhecimento, em contraposição ao vazio e ao temor do desconhecido?
