Assim afirma o autor da Logosofia no livro Coletânea da Revista Logosofia – Tomo II, p. 207.
De fato, o ser humano ora acerta, fazendo o bem, ora erra, praticando o mal. Isso pode ser facilmente comprovado na vida diária. A que se deve essa dualidade? Por que existem no ser humano essas duas tendências? Sabe-se que o erro muitas vezes traz amargas consequências, algumas tão graves quanto a perda da própria vida. Por isso, evitar o erro parece ser um caminho mais seguro para alcançar uma vida feliz.
A Logosofia ensina que o mal é o promotor de todos os erros e faltas humanos, sendo, portanto, necessário combatê-lo. Ele se manifesta na mente humana e, dentro e fora dela, provoca verdadeiros estragos, que se traduzem nos erros em que se incorre em muitos momentos. O maior mal que o ser humano carrega em si é a ignorância, e outro, igualmente grave, é a inconsciência. A partir desses males surgem todos os demais que o ser humano causa si mesmo e a seus semelhantes.
Ignora-se por exemplo, o mundo interno que cada pessoa possui: a mente, a sensibilidade e a parte instintiva; e, de modo muito especial, ignora-se a própria existência espiritual. Ignoram-se ainda as possibilidades superiores do ser humano em relação às demais espécies que habitam a Terra.
Dentro desse mundo interno existem males que todo ser humano carrega: as deficiências psicológicas, como a impaciência, a intolerância, o egoísmo, a indiferença, a falta de vontade, a indisciplina, a inconstância, entre muitas outras. Segundo o conceito logosófico, esses males são pensamentos negativos presentes na mente, que levam o indivíduo a errar quando se manifestam nas diversas atuações do dia a dia.
Para evitar os erros e suas consequências, que trazem tanto sofrimento, a Logosofia ensina que impedir o ser humano possui uma grande prerrogativa, que precisa aprender a exercer: a redenção de si mesmo. Evitar errar é um princípio de redenção. No entanto, também é preciso corrigir os erros cometidos, adquirindo os conhecimentos necessários para identificar suas causas, combatê-las e, melhor ainda, evitando que ocorram.
Essa prerrogativa é concedida ao ser humano por uma lei universal: a Lei de Evolução. Realmente, para evitar cometer erros, é necessário mudar o modo de agir, de ser e de realizar as coisas. Deve-se aprender a ser e atuar corretamente em todos os momentos, acumulando créditos e evitando débitos na vida. Isso se alcança por meio de um processo de evolução, no qual se evidenciam mudanças na maneira de ser, de pensar e de atuar, promovidas pela aquisição de conhecimentos que tornam essas mudanças uma realidade concreta.
Esses conhecimentos são desvendados pela ciência logosófica, que propõe ao ser humano a realização de um processo maravilhoso: o processo de evolução consciente. Nesse caminho, a pessoa aprende a se conhecer, a mudar suas características negativas, a desenvolver suas potencialidades superiores, a compreender e respeitar as leis divinas e a fazer o bem, começando por si mesma e expandindo-o aos semelhantes.
Realizar um processo evolutivo de forma consciente, cumprindo os mandatos da Lei de Evolução, errando cada vez menos e acertando cada vez mais, significa também realizar, paralelamente, o processo da própria redenção.
