Convenhamos que as leis da Criação ainda são muito pouco conhecidas pela humanidade. A maioria ignora como elas atuam e como ditam suas sentenças; assim, o homem mal consegue compreender a vida, os fatos de sua vida interna e sentir o impulso que surge ao se colocar em harmonia com essas leis.
Gostaria de me manifestar aqui sobre a Lei de Caridade. Para mim, foi algo extraordinário conhecer um pouco a respeito dela.
Eu vinha estudando a origem do homem, tentando compreender um pouco o pensamento do Criador ao criar o ser humano, essa espécie tão diferenciada. Sim, somos uma espécie dotada de inteligência ilimitada, sensibilidade infinitamente cultivável e consciência – os únicos capazes de promover mudanças por sua própria determinação. Você concorda?
Os minerais, vegetais e animais simplesmente obedecem ao que está impresso em sua concepção, em seu instinto: a vontade do Criador. Por isso são essas maravilhas: fazem tudo como deve ser, colaborando para o equilíbrio da Criação. Os humanos não. Foram criados com a prerrogativa de tomar decisões por si mesmo, ainda que às vezes cometam erros.
Por que Deus criou os seres humanos assim? Na busca por essa resposta, cheguei à Lei Universal de Caridade.
Senti profundamente no meu interno que Deus nos criou assim para que pudéssemos experimentar e sentir internamente a grandeza desta Criação – sua beleza, perfeição e bondade – e que isso nos inspirasse a evoluir, tendo o Criador como exemplo. Evoluir rumo à perfeição. Que grandioso destino, não é mesmo? Você já pensou sobre isso?
Só um grande amor, um imenso amor, pode justificar nossa criação como seres inteligentes. Eu compreendi que a criação do ser humano é um ato de caridade de Deus. A vida é um imenso bem que recebemos. Se eu percebo assim, preciso retribuir! A responsabilidade é imensa.
Quando compreendi que fomos criados por um amor tão infinito, entendi que esse amor está dentro de todos nós. Está na nossa constituição. A caridade é um pensamento de natureza divina, que se condensa em sentimento dentro do coração de todos os seres humanos desde o momento em que nasce.
Porém, como seres inteligentes, cabe a nós nos tornarmos conscientes disso, para que seja verdade em nossas vidas.
Então, obedecendo a essa mesma Lei de Caridade, que está nas raízes da nossa criação, passamos a sentir também a responsabilidade de ensinar aos demais a conhecer esta lei universal e a serem bons uns com os outros. Assim, hoje compreendo que a maior caridade que existe é ensinar a pensar – a refletir sobre tudo isso. Se ofereço a alguém um bem, uma ajuda, seja material ou imaterial, é essencial que esse gesto venha acompanhado de uma palavra, de um ensinamento, para que a pessoa perceba que, ao receber um bem, recebe junto uma missão: a de fazer o bem a outro, permitindo que este experimente, da mesma forma, a gratidão que ela mesma está sentindo.
A mensagem é: faça o bem, sem se limitar à ajuda material. Lembremos que, como ensina a Logosofia, o bem que fazemos chegar a quem precisa ‘deixa de ser um bem para se converter numa bênção’, cumprindo assim ‘os excelsos preceitos da Lei de Caridade’. Ela demonstra a continuidade de uma corrente de bem que, passando de uns a outros, pode voltar a favorecer aquele que iniciou a corrente de ajuda, estabelecendo-se um vínculo de amor permanente.
Para mim, este é um grande conhecimento. Quando busco atuar dessa maneira, conforme a Lei Universal de Caridade, a vida se abre, ganha conteúdo e significado, flui com leveza, e o resultado é que me sinto imensamente feliz e cheia de energia. O mundo ao meu redor vai mudando.
É algo que estou sentindo agora, é algo que recomendo a todos!