Tenho aprendido cada vez mais em minha vida que ser feliz é uma escolha que devemos fazer a cada dia. A felicidade é uma grande e profunda aspiração que tenho e, de fato, faz parte do caminho, não é um fim. Mas tampouco é uma simples consequência dos acontecimentos de minha vida. Compreendo que é mesmo uma opção, porque apesar das dificuldades (e como a luta é a lei da vida, sempre existirão muitos desafios), posso e devo optar por ser feliz, tanto pelo esforço empregado por mim quanto pela existência da própria luta.
Tenho comprovado que isso só é possível se cultivo a adaptabilidade, se busco atuar de acordo com a Lei de Adaptação. Para a Logosofia,
Saber adaptar-se significa haver compreendido um dos sinais com que expressa a Vontade Universal (Introdução ao Conhecimento Logosófico, p. 162.)
Consigo com facilidade recordar-me de inúmeros momentos em que fui resistente aos câmbios e, claro, sofri muito. Refletindo sobre os últimos anos de minha vida, consigo identificar com clareza quando passei a ser mais atenta à Lei de Adaptação, procurando atuar de acordo com ela. Foi quando passei a sofrer menos com as lutas, aprendendo a suavizá-las e vivendo-as com mais serenidade.
Comecei a identificar essas mudanças em mim quando fui trabalhar em uma determinada empresa, há alguns anos. Eu seguia minha vida profissional com pouca consistência, ainda insegura quanto ao caminho a tomar. Um pouco antes de iniciar esse trabalho, consegui definir o campo de atuação ao qual eu queria dedicar-me e esforcei-me para obter uma oportunidade na área. Fui bem sucedida, mas o trabalho exigiria muito de mim, por ser mais complexo e volumoso. Tive que estudar e me esforçar bastante para enfrentar vários desafios a cada semana. Além disso, comecei a fazer diversas viagens de trabalho — que são ótimas oportunidades, mas bastante desafiadoras no que diz respeito à organização do tempo.
Recordo-me de, certa vez, sentir-me muito incomodada por ter que ir para outra cidade por alguns dias. Sentia, é bem verdade, preguiça do esforço que aquela viagem exigiria, mas sabia que precisava adaptar-me àquelas mudanças; afinal, havia lutado para arranjar aquele trabalho e precisava dar um encaminhamento sólido à minha vida profissional.
Tomando como base o estudo logosófico, recorri à minha vontade para preparar as condições adequadas para manter o equilíbrio na vida, adaptando-me internamente às novas circunstâncias profissionais. Afinal, mudanças estavam ocorrendo, mas eu não poderia deixar que me desviassem dos meus outros propósitos; pelo contrário, se conseguisse adaptar-me verdadeiramente, poderia conseguir que tudo aquilo contribuísse para a conquista dos meus objetivos nos mais diversos campos.
Hoje, passados alguns anos, tenho mais responsabilidades e sou ainda mais exigida profissionalmente, entretanto, sou muito mais feliz, pois me adaptei a essas exigências e aprendi a enfrentar com gosto os desafios!
