Como estudioso da Logosofia, venho tendo contato com muitos ensinamentos bons e úteis para minha vida. Um dos que venho me dedicando nos é recomendado pelo método logosófico logo nas primeiras lições, que é a manutenção de uma atenção constante a tudo, mas muito principalmente sobre o que ocorre na nossa mente e aos nossos pensamentos. Tenho compreendido que justamente através do cultivo deste estado de atenção constante poderei atingir novos níveis de consciência sobre mim e sobre a vida. 

Logosofia ensina que devemos eliminar nossas deficiências caracterológicas, como, por exemplo, a impulsividade, colocando virtudes no lugar delas para que nos tornemos pessoas melhores, e neste processo é uma excelente oportunidade para exercitar a atenção.

Ainda nos primeiros contatos com estes ensinamentos, optei por desenvolver a humildade como virtude. Desde então minha atenção tem se voltado para todas as situações do meu cotidiano em que eu possa exercitá-la conscientemente. Os resultados coletados pelo simples fato de me debruçar sobre este propósito já foram mais do que satisfatórios até o momento, mas, naturalmente, ainda longe do que posso considerar ideal. 

Certa vez, em uma pequena discussão com uma pessoa a quem dedico grande afeto, minha mente estava consumida por pensamentos de contrariedade. Com minha mente sob domínio deste pensamento, ou seja, desta deficiência que busco eliminar, acabei agindo de uma forma exatamente oposta ao meu compromisso de exercitar a virtude que me esforço em conquistar.

Depois de alguns instantes percebi o quão inadequadas foram minhas palavras e comportamentos, pois acabaram por personificar a deficiência que trabalho para eliminar, ou pelo menos atenuar significativamente. 

Logo depois me senti frustrado e outros “pensamentos familiares” que costumam demandar perfeição sempre, tentaram fazer morada na minha mente. Felizmente já não agia de forma inconsciente, a atenção ao meu mundo interno havia se restabelecido e busquei afugentar os pensamentos que em outro momento me faziam sentir mal. Preferi nutrir outros mais adequados para quem está no empenho de tornar-se melhor. Mantive a imagem na mente de que este exercício de estar consciente e lapidar-se é como andar de bicicleta.

Até conseguirmos manter um equilíbrio e nos movimentarmos plenamente, levamos alguns tombos, mas não devemos focar nossa atenção na dor causada pelo tombo, e sim no propósito que é conseguir andar de bicicleta, certo de que conseguiremos, se para tal voltarmos a pedalar confiantes. 

Imediatamente busquei me retratar com a pessoa, assimilando a lição com um bem-estar indizível mesmo tendo levado um tombo.

Concluí desta vivência que o estado de atenção e esforço constantes são indispensáveis para a superação do velho ser e para a criação de um novo ser dotado de muito mais virtudes do que deficiências. 

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