Como é bom uma boa conversa, não é mesmo? Por exemplo, encontrar pessoas queridas e, ao deixar o ambiente, sentir alegria. Você já percebeu que um diálogo pode mudar seu estado psicológico? Algumas vezes você entra em um ambiente e sente que saiu “pesado”, sem ao menos compreender o porquê. Existe ali, nesse ambiente, diversos pensamentos, de diferentes ordens, que podem influenciar o seu estado psicológico e espiritual.

Ontem mesmo, ao fazer uma caminhada com algumas amigas, eu buscava selecionar o que transmitia para elas, segurando, como se fosse um balão a gás, todo o pensamento negativo que passasse pela minha órbita mental.

A busca por diálogos que se elevam e ampliam a vida, que não sejam apenas para falar de divertimento ou trocar pensamentos de ordem comum, pode também auxiliar a nós, seres humanos, em nosso processo evolutivo. Sendo, que nesta forma de diálogo podem surgir muitas inquietudes de ordem superior.

Para que isso aconteça, precisamos compreender mais sobre os nossos próprios pensamentos e a influência deles em nossas vidas.

A Influência dos Pensamentos na Convivência Humana

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A palavra diálogos é formada pelos prefixos dia e logos, que significam respectivamente “por intermédio de” e “palavra”. Ou seja, por intermédio da palavra existe a comunicação. Em Logosofia, logos significa “palavra”, “verbo”, a sabedoria que vem do verbo universal. É por isso, que os Diálogos vividos em Logosofia são de cunho superior, buscando a evolução espiritual.

Foi pensando em como levar grandes conhecimentos para a humanidade, que o autor da Logosofia escreveu o livro Diálogos, interpretando grandes inquietudes da humanidade através de diálogos que realizava com seus estudantes. Você poderá perceber ao longo do livro que os estudantes possuem nomes próprios e trazem aos Diálogos temas que os inquietam e oportunizam o autor da Logosofia, descrito como Preceptor, a responder a essas inquietudes. Em um certo trecho do livro ele diz:

“Ninguém dirá que sai com as mãos vazias; flui de cada diálogo um ensinamento original – jamais lido ou escutado em parte alguma -, do qual surge o conhecimento que ilumina a inteligência e enche o espírito de prazer” Diálogos, p.7

O autor expõe, — através de analogia, exposição direta, exemplos ou parábolas, — formas de facilitar a compreensão do espírito em processo de evolução.

O livro Diálogos comemora seus 70 anos e é com muita alegria que abrimos este ciclo de apresentação do livro. Você encontrará nesta obra, 53 diálogos, com diferentes temas e também as respostas para muitas de suas inquietudes.

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É claro que, entre tantos textos especiais, eu e os demais estudiosos de Logosofia selecionamos alguns que serão trazidos para você ao longo deste ciclo de apresentação do livro. São eles:

  • Diálogo 7 – A parte humana de Deus – Modificação de conceitos;
  • Diálogo 3 – De como ordenar os tempos da nossa existência física e viver várias vidas em seu curso;
  • Diálogo 33 – Zonas livres e zonas proibidas – Consciência dos atos;
  • Diálogo 45 – Explicação sobre os sonhos;
  • Diálogo 51 – Original explicação sobre os gênios e celebridades que existiram no mundo;
  • Diálogo 53 – A vida diante do enigma da morte;
  • Diálogo 34 – Causas dos enganos – As crenças pessoais e suas derivações;
  • Diálogo 41 – A lenda “A alma e a chave”.

Tenho um carinho especial por este último e, por isso, quero lhe contar um pouco mais sobre o que aprendi com ele.

O autor inicia o Diálogo convidando os estudantes de Logosofia a “recrear os pensamentos” e levá-los a passeio. E então expõe a lenda “A alma e a chave”.

Esta lenda conta que, há milhares de anos, existiu um grande templo, que ninguém sabia ao certo onde se situava, mas muitos asseguravam tê-lo visto e o adentrado. Nesse templo, estavam depositadas as grandes eminências do espírito e as grandes verdades universais. Havia nele um ancião, que tinha a função de “estrela”, — nome dado aos observadores que permaneciam atentos a tudo o que viam e escutavam.

Em certa ocasião, o ancião viu uma mulher que havia penetrado no templo para pedir uma graça; e que parecia uma alma que sofrera muito. Ela fazia muitas perguntas e foi levada a uma cela escura onde percebeu uma voz que, em silêncio, disse-lhe: “Não pergunteis neste lugar sobre coisas de vosso mundo; só podereis saber aqui acerca daquelas que são deste outro mundo, dentro do qual vos encontrais. Deixai, pois, vossas aflições e tratai de viver uma nova vida, com paciência e com saber.”

Essa foi uma das primeiras grandes chaves que eu recebi ao ler esse texto: existem dois mundos. O mundo superior, ou seja, o do espírito, e o mundo inferior, que está ligado à natureza física do homem.

Você pode compreender mais sobre isso no vídeo abaixo.

Palestra - As duas naturezas do ser humano - Física e espiritual

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A lenda diz que a alma precisou de pouco tempo para ressurgir da escuridão. Tudo ao seu redor ia se iluminando e ela pôde comprovar que não estava dentro de uma cela. O hierofante se aproxima e diz:

“Essa cela, em que acreditáveis estar, era o que oprimia vossa vida, encerrando-a numa aflitiva limitação. Nela não havia luz, porque era muito profunda a escuridão de vossa mente. Mas, com grande surpresa, pudestes ver, ao receber o primeiro conhecimento, que já não estáveis dentro dessa cela escura, como supusestes. Silenciada por fim vossa mente, acalmada vossa agitação, podeis agora, ver, escutar e compreender melhor”

Você já se sentiu assim, preso a sua própria limitação?

Antes de estudar Logosofia, havia muita escuridão em minha mente. Pensamentos confusos e desorganizados atrapalhavam o bom andamento da vida. Muitas vezes, permanecia por dias presa a uma mesma situação e por anos presa a uma mesma crença. Aos poucos, fui aplicando o método ensinado na Logosofia, capaz de nos guiar pelo caminho da evolução, através do conhecimento. Com ele, pude conhecer melhor a mim mesma, tornar a vida mais consciente e iluminar minha conduta.

Aqui você pode encontrar um breve relato do estudante Vinicius Chacon sobre esse tema.

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Na sequência, a alma pergunta por que o ancião tem o rosto coberto, e ele diz que as fisionomias não nos devem distrair, pois a vida iluminada com o saber aprende a viver para o interno. O ancião ainda diz para a alma guardar em seu coração, que é também um cofre, o que viu no templo, e a aconselha a deixar a chave do cofre, dentro do templo.

Ao final do Diálogo, o estudante de Logosofia pergunta ao Preceptor o significado da chave simbólica. Essa chave, como está descrito no livro, “fecha os ferrolhos invioláveis da honradez espiritual e preserva o ser dos extravios da inconsciência”.

Quer saber qual é essa chave? Leia o Diálogo 41, do livro!

Esse Diálogo, assim como outros do livro, trouxe para mim muitas chaves e nem todas pude citar aqui. Por isso, em comemoração aos 70 anos do livro Diálogos, convidamos você, leitor, a deleitar-se com a riqueza dessa leitura e acompanhar os conteúdos do ciclo em nossas plataformas.