Sociedade

Confiança em si mesmo: pensar e servir

novembro de 2025 - 4 min de leitura
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Confiança em si mesmo: pensar e servir

novembro de 2025 - 4 min de leitura

Em uma ensolarada tarde de sábado, um grupo de jovens, em uma conversa animada, manifestava com entusiasmo e alegria suas compreensões sobre o tema do estudo acerca da confiança em si mesmo. 

Um ensinamento do Mestre Raumsol havia despertado profundas reflexões sobre a confiança em si mesmo e como cada um a compreendia e sentia dentro de si.

O que este ensinamento havia despertado dentro de cada um daqueles jovens?

O ensinamento é este:

Queremos deixar perfeitamente estabelecido o propósito humanitário que nos guia: modificar um estado de coisas que afeta profundamente a alma humana, por ser essa a origem de muitos dos males de que padece. Tem-se inculcado no homem desde sua infância uma fé abstrata, à custa da fé em si mesmo. A Logosofia, com método insuperável, restitui ao homem sua fé, a verdadeira, a que surge da própria consciência, livre de toda pressão moral, psicológica ou espiritual. Só este fato adquire um valor sem precedentes na história da psicologia humana.

 A Logosofia restitui essa fé mediante a realização sobre a qual se baseia a confiança em si mesmo, ou seja, leva o homem ao domínio consciente de suas possibilidades, de seus recursos internos, de seus pensamentos, à organização de seus sistemas mental, sensível e instintivo, etc. Para isso, instituiu, como única forma de alcançar tão  imponderável desiderato, o processo de evolução consciente, concretizado em um cultivo racional, amadurecido e sistemático de condições que definem a vida superior. (Curso de Iniciação Logosófica, p.59 §106 e 107)

 

Cecilia foi a primeira a se manifestar, com as seguintes palavras:

– Penso que o tema da confiança está ligado a todos os outros: ao arquétipo, ao querer, ao conhecimento de si mesmo, a Deus e às leis universais … Me parece que existe um segredo ao estudar a confiança em si mesmo, que revela a valentia como uma grande força! Foi muito estimulante!

Carolina, atenta à fala da amiga, disse:

– Para mim, a confiança em mim mesma é um esforço constante de conhecer quem realmente sou: compreender meus valores, minhas capacidades e desafios, reconhecer o que já realizei e saber que possuo os recursos internos para enfrentar as lutas com valentia. 

Júlia logo expressou, com alegria, o que havia compreendido:

– Parece que a confiança é mesmo uma força e que não tem como separar a confiança em mim mesma da confiança em Deus, porque, quanto mais me conheço, mais conheço meu Criador e mais se apresenta para mim o motivo em que confiar. Por fim, talvez essa força seja a força divina, que Deus nos infundiu ao nos criar.

Imediatamente, Bianca, com entusiasmo, seguiu com sua compreensão:

– Para mim, a confiança é uma força que me conecta com minha própria individualidade, com minhas raízes e, principalmente, com Deus. 

Bruna, que ouvia atentamente, disse:

– Confiar em mim mesma é depositar no altar do meu interno a responsabilidade de conduzir minha vida, pois é lá que reside minha verdadeira essência, a grande verdade sobre meu ser. É lá que encontro a ponte com Deus, para que Ele inunde minha vida. Só assim consigo atuar de maneira fiel ao meu ser, com grandeza, confiança, serenidade e discernimento, sabendo exatamente onde estou e onde quero chegar. 

E Ingrid acrescenta logo em seguida:

– Confiar em si mesmo é, antes de mais nada, confiar em Deus. Ao confiar em Deus, sinto que adquiro energia para superar momentos difíceis e viver conscientemente os momentos felizes da vida.  

Por fim, Luís Henrique, inspirado, apresentou sua compreensão:

– A confiança, para mim, tem muita relação com ter certeza a respeito daquilo em que se confia. E eu tenho certeza quando já vi algo acontecer várias vezes  ou quando conheço bem o fundamento daquilo. Então, a confiança em mim mesmo depende de como atuo diante das situações e dos conceitos em que me baseio para tomar decisões – são esses conceitos realmente sólidos? Não posso fugir das grandes perguntas que me deixam indeciso.

Ali, naquela tarde comum de sábado, um grupo de jovens descobriu que confiar em si é também confiar no que há de mais elevado no próprio ser:  o espírito e a busca por Deus. A roda de conversa seguia, mas algo já se movia dentro de cada um. Era mais do que palavras: eram experiências vividas.

A Logosofia, com seu método original, ensina a despertar essa confiança de forma consciente, viva, verdadeira – não para crer no que os outros dizem, mas para comprovar, com a própria vida, o que cada um pode vir a ser.


Um pensamento de

 Carolina Britski Puga
21 anos, estudante de direito na FGV Direito SP. É estudante de Logosofia em São Paulo desde 2019.
 Cecília Torres
Cecília Torres é acadêmica de enfermagem e investigadora da ciência logosófica desde 2019. Gosta de tocar violão e cantar e tem muito interesse em colaborar na formação de um mundo melhor. Temas sobre o sistema sensível humano, as Leis Universais e as razões da existência a inquietam e gosta muito de poder compartilhar o que aprende com o estudo dessa ciência e o que já consegue ver de resultados práticos desses estudos na vida
 Luis Henrique
Luís Henrique Moura nasceu em Goiânia - GO, estudou no Colégio Logosófico em Goiânia, formou-se em engenharia aeronáutica e atua como engenheiro na Embraer. Estuda e é docente da Fundação Logosófica desde 2015 e atualmente colabora na Sede do Vale do Paraíba (Taubaté)
 Ingrid Davidovich
Ingrid Davidovich nascida em São Paulo, engenheira agronoma, empresária. Docente de Logosofia desde 1990.
 Julia Marques
Julia Marques é natural de Cambui MG, advogada, docente da Fundação Logosófica desde 2017

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